Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsas europeias arrastadas por "sell-off" global nas acções

Os principais índices europeus seguiam com quedas superiores a 2%, partilhando o sentimento negativo vivido nos EUA e nos mercados asiáticos. Os receios do impacto da crise do mercado imobiliário noutras actividades económicas voltou a acentuar-se e está

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 10:05
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Os principais índices europeus seguiam com quedas superiores a 2%, partilhando o sentimento negativo vivido nos EUA e nos mercados asiáticos. Os receios do impacto da crise do mercado imobiliário noutras actividades económicas voltou a acentuar-se e está a penalizar a negociação bolsista.

O Dow Jones Stoxx 50 perdia 2,21% para os 3.722,84 pontos, sem que nenhum dos 50 títulos que compõem o índice valorizasse. O britânico FTSE, o francês CAC 40 [cac] e o holandês AEX [aex], o espanhol IBEX [ibex] e o alemão DAX [dax] perdiam mais de 2%.

Os mercados accionistas voltam a ser ensombrados pelos efeitos da crise no mercado de crédito à habitação de maior risco de pagamento nos Estados Unidos. Ontem uma empresa dedicada a este tipo de empréstimos anunciou que terá de liquidar activos para fazer face ao incumprimento dos clientes.

A crise que se está a viver nos EUA está a penalizar fortemente os mercados europeu e asiáticos, com a banca a ser a mais afectada. Os investidores têm receio que esta crise se espalhe para outros sectores de actividade e acabam por se refugiar em activos menos arriscados.

A banca é o sector mais penalizado. Em Espanha, o BBVA descia 2,65% para os 17,65 euros e o Santander recuava mais de 3% para os 13,49 euros. O francês BNP Paribas recuava 2,9% para os 79,36 euros.

Até o Deutsche Bank, que anunciou hoje um aumento dos lucros de 31% no segundo trimestre do ano, superando as estimativas dos analistas, caía 1,85% para os 99,03 euros.

Mas esta descida não se restringe à banca. Todos os sectores estão a perder.

Entre as tecnológicas, destaque para a France Telecom, que perdia 2,32% para os 19,40 euros e para a Philips, que descia 3,18% para os 28,96 euros.

Mesmo as petrolíferas, que regularmente beneficiam da subida dos preços do petróleo, desvalorizavam. A francesa Total recuava mais de 2,5% para os 56,73 euros, a espanhola Repsol perdia 1,54% para os 27,51 euros e a Royal Dutch Shell descia 3,22% para os 27,99 euros no mercado holandês.

O preço do petróleo seguia com perdas ligeiras, mas ainda a negociar perto do máximo histórico, depois de ontem ter registado, em Nova Iorque, o preço de fecho mais elevado de sempre, nos 78,21 dólares, a poucos cêntimos do recorde. Hoje, o Departamento de Energia dos EUA divulga os dados referentes às reservas do país.

Outras Notícias