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Bolsas europeias no vermelho e juros da dívida em alta depois de Grécia falhar acordo com credores

Os índices bolsistas da Europa estão a negociar em queda esta terça-feira, depois de a Grécia ter falhado um acordo com os credores internacionais. Já os juros da dívida dos países periféricos estão a subir, com destaque para as yields gregas.

Rita Faria afaria@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2015 às 09:20
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As bolsas europeias estão a negociar em queda esta terça-feira, 17 de Fevereiro, depois de a Grécia ter falhado um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os parceiros da Zona Euro no encontro realizado ontem em Bruxelas.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desliza pela segunda sessão consecutiva, depois de ter negociado em máximos de sete anos. Perde, nesta altura, 0,69%. Entre os principais índices do Velho Continente destacam-se o DAX alemão, que desvaloriza 1,4%, e o espanhol IBEX, com um deslize de 1,46%. O francês CAC40 perde igualmente mais de 1%.

 

Atenas e Lisboa são as praças bolsistas menos penalizadas esta manhã, com desvalorizações inferiores a 0,5%.

 

As negociações entre a Grécia e os credores internacionais terminaram ontem sem acordo, mas ficou assente que, se o novo governo de Atenas quiser mais apoio financeiro dos parceiros da Zona Euro e do FMI, terá de pedir a extensão do actual programa. Se esse pedido de prolongamento da assistência chegar, entretanto, de Atenas, os ministros das Finanças prometem voltar reunir-se nesta sexta-feira.

 

Esta terça-feira, além dos mercados bolsistas, também o mercado de dívida dos países europeus está a reflectir os receios dos investidores em torno da Grécia e da eventual crise de financiamento que o país poderá atravessar.

 

Os receios são especialmente visíveis na negociação da dívida grega. Os juros associados à dívida helénica a três anos disparam 223,1 pontos base para 19,810%, enquanto a cinco anos o agravamento é de 169,9 pontos base para 16,199%. Já a yield associada às obrigações a dez anos avança 71,5 pontos base para 10,369%.

 

Na dívida portuguesa, os juros associados aos títulos a dois anos sobem ligeiros 1,1 pontos base para 0,28%, enquanto a cinco anos o agravamento é de 7,9 pontos base para 1,496%. No prazo de referência, a dez anos, a subida da yield é de 6,2 pontos base para 2,446%.

 

A tendência de subida estende-se à generalidade dos chamados países periféricos do euro. Em Espanha, os juros associados à dívida a dez anos avançam 3,4 pontos base para 1,617%.

 

Em sentido contrário seguem os títulos de dívida alemã, as chamadas bunds que, muitas vezes, funcionam como um activo de refúgio para os investidores, evoluindo em sentido contrário ao dos restantes mercados obrigacionistas europeus. Os juros da dívida alemã a dez anos registam uma descida muito ligeira de 0,3 pontos base para 0,332%. 

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