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Bolsas europeias renovam mínimos

As principais praças europeias renovaram hoje os mínimos históricos com o índice Stoxx50 a negociar nos valores mais baixos dos últimos 12 anos. A penalizar a negociação de hoje estiveram os receios de que os resultados das empresas continuem a deteriorar-se e de que os bancos necessitem de mais capital.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 17:58
As principais praças europeias renovaram hoje os mínimos históricos com o índice Stoxx50 a negociar nos valores mais baixos dos últimos 12 anos. A penalizar a negociação de hoje estiveram os receios de que os resultados das empresas continuem a deteriorar-se e de que os bancos necessitem de mais capital.

O índice pan-europeu Stoxx50, que engloba as 50 maiores empresas europeias, tocou hoje nos 1.640,47 pontos, o que não acontecia desde Setembro de 1996. O índice encerrou a sessão a perder 1,69% para os 1.642,63 pontos.

Entre as principais praças da Europa, o FTSE100 desvalorizou 3,14% para os 3.512,40 pontos, tendo hoje negociado abaixo dos 3.500 pontos pela primeira vez desde Março de 2003.

O AEX, em Amesterdão, caiu 3% para os 202,57 pontos, depois de ter tocado no valor mais baixo desde Outubro de 1995, e o CAC40 recuou 1,04% para os 2.554,55 pontos, tendo hoje negociado em mínimos de Março de 2003.

Em Espanha, o IBEX desvalorizou 0,70% para os 7.219,40 pontos após ter atingido um mínimo de Novembro de 2003, e o DAX, na Alemanha, que tocou no valor mais baixo desde Agosto de 2004, perdeu 0,52% para os 3.690,72 pontos.

O sector da banca e o financeiro foram dos que mais penalizaram as bolsas da Europa, com os investidores a acreditarem que os bancos necessitem de aumentar capital. A contribuir para estes receios e para o acentuar da tendência negativa do mercado europeu estiveram as palavras de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana.

O responsável afirmou hoje que o governo pode precisar de aumentar as ajudas aos bancos, além dos 700 mil milhões de dólares já aprovados, e de tomar outras medidas agressivas mesmo que isso custe o aumento do défice orçamental do país.

A banca esteve então, mais uma vez, no centro das atenções, com o índice DJ Stoxx para a banca da Europa a desvalorizar 1,93% para os 99,46 pontos. O índice atingiu também hoje atingido um mínimo de 1992.

Entre os bancos que mais penalizaram o índice esteve o Credit Suisse que desvalorizou 3,94% para os 25,82 euros, depois de ter desvalorizado quase 7% durante a sessão.

O Banco Santander também esteve entre os bancos que mais pressionaram, ao cair 1,78% para os 4,42 euros, tal como o Barclays, que afundou 6,73% para os 81,8 pence, depois de ter estado a afundar 12,77%.

A pressionar esteve também a farmacêutica Bayer no dia em que anunciou as suas contas referentes ao quarto trimestre. Os lucros da farmacêutica falharam as estimativas dos analistas, depois de ter tido um prejuízo operacional na sua unidade de químicos, o que eliminou os ganhos na divisão de Saúde.

A farmacêutica, que perdeu 0,79% para os 36,41 euros, espera que as vendas baixem em 2009. Ao longo da sessão a Bayer chegou a cair mais de 3%.


Veja também:

As cotações dos principais índices
A evolução das acções das bolsas de
Espanha, França, Holanda e Alemanha



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