Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsas europeias vivem pior ciclo de quedas desde 2003

O Stoxx Europe 600 segue em mínimos de 2009 e vive o pior período de descidas desde 2003. O DAX lidera as quedas, com uma desvalorização acima de 4%.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Agosto de 2011 às 11:16
O vermelho não abandona o Velho Continente e as quedas estão a levar os índices das principais praças a mínimos de mais de um ano. O Stoxx Europe 600 desliza pelo oitavo dia consecutivo, o que não acontecia há oito anos. A Europa acompanha o fecho no vermelho das bolsas asiáticas e das acentuadas perdas de Wall Street da sessão de ontem.

A penalizar continua a estar a situação económica dos Estados Unidos. O corte de "rating" da dívida por parte da Standard & Poor's veio intensificar os receios de uma possível reentrada em recessão da maior economia do mundo. O contágio da crise da dívida a outros países da Europa também não compensa o sentimento negativo.

O índice europeu segue a perder 2,71% e já caiu para mínimos de 2009. Das 600 empresas que agrega, 537 estão a negociar em terreno negativo. O Stoxx Europe 600 perde pela oitava sessão consecutiva, um ciclo de quedas que não se verificava desde 2003.

A actual questão nos mercados é que bolsas já entraram em “mercado urso”, isto é, um período prolongado de perdas desde o máximo do ano. O londrino FTSE 100 caiu hoje 20% desde o máximo deste ano, o que sinaliza que entrou nesse mercado pessimista. Ontem, tinha sido a vez do DAX alemão. Espanha, França, Itália e Portugal estão entre as praças que já desceram mais de 20% desde o valor mais alto deste ano.

O DAX está hoje a perder 4,46% para mínimos de Fevereiro de 2010, e regista o maior deslize entre as principais praças do continente.

Os mercados dos países periféricos também estão em forte queda. O PSI-20 cai mais de 3%, ao passo que o FTSE/MIB, de Itália, perde 2,45%. O IBEX-35 cai 2,92% para 8.212,00 pontos. Há apenas uma semana, o seu valor superava os 9.000 pontos. O índice grego recua 3,41% e está em mínimos históricos.

A desvalorização é transversal a todos os sectores económicos, sendo que a quase totalidade perde mais de 2%. O automóvel destaca-se com perdas superiores a 4%.

A destacar-se em termos empresariais está a BP. A petrolífera acompanha a forte queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais, com os investidores a antecipar a recessão económica dos Estados Unidos e a consequente queda na procura, e cai 5,5% para 381 pence.

A esperança poderá passar hoje pela reunião do Mercado Aberto, da Reserva Federal, que deverá discutir formas de impedir uma nova recessão económica nos EUA.

Ver comentários
Saber mais Stoxx Europe 600 IBEX-35 FTSE DAX-30
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio