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Bolsas norte-americanas recuperam de dois dias de perdas

As principais praças dos Estados Unidos voltaram a registar uma sessão de ganhos depois de dois dias no vermelho. O optimismo em relação aos resultados de várias cotadas e a criação de postos de trabalho geraram um sentimento positivo em Wall Street.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 21:24

O índice Dow Jones fechou a sessão a subir 0,47% para 16.985,61 pontos, acompanhado pelo Nasdaq que somou 0,63% para 4.419,034 pontos e pelo Standard & Poor’s 500 que subiu 0,5% para 1.972,79 pontos.

 

Depois de dois dias a registar perdas os principais índices norte-americanos voltaram a negociar em terreno positivo com os investidores a privilegiarem os números relativos à criação de novos postos de trabalho e o optimismo face aos resultados de várias cotadas e não os receios revelados pela Reserva Federal em Junho e divulgados esta quarta-feira com a publicação das minutas.

 

Às 19 horas em Lisboa a Fed revelou as minutas relativas ao mês de Junho. A instituição liderada por Janet Yellen mostrou alguma apreensão com o facto de os investidores estarem a ser demasiadamente complacentes perante os recentes dados que apontam para o reforço da recuperação da maior economia mundial.

 

Ainda assim a Fed anunciou que continuará atenta perante a possibilidade, que considera de probabilidade crescente, de os investidores subvalorizarem os riscos financeiros ainda existentes ao valorizarem em demasia a recente evolução da economia norte-americana.

 

A autoridade monetária anunciou também o já expectável quinto corte consecutivo de 10 mil milhões de dólares, para os 35 mil milhões, no programa de compra de activos por parte da Fed utilizados para incrementar a recuperação económica. A Reserva Federal mostrou-se ainda confiante de que esta redução mensal no "quantitative easing" permita, como previsto, encerrar este programa já no próximo mês de Outubro.

 

Nas minutas hoje reveladas, a instituição guiada por Yellen alerta que permanecerá atenta e recorrerá às medidas monetárias necessárias para combater "os riscos excessivos e os desequilíbrios financeiros".

 

Para além da redução dos níveis de desemprego para mínimos de Setembro de 2008 e do maior número de postos de trabalho criados em Junho, os investidores estão a valorizar o facto de várias das cotadas, numa altura em que inicia o período da apresentação de resultados semestrais, deverem registar números positivos.

 

A Alcoa foi a primeira, esta terça-feira, tendo revelado lucros por acção (excluindo custos de reestruturação e itens extraordinários) de 18 cêntimos, acima das estimativas que apontavam para lucros de 12 cêntimos. Os títulos accionistas da Alcoa encerraram a sessão a ganhar 5,52% para 15,67 dólares.

 

Destaque também para a American Airlines que fechou a avançar 4,28% para 41,985 dólares depois de a operadora ter anunciado que os lucros antes de impostos relativos ao segundo trimestre ficarão acima das estimativas. A operadora revelou ainda ter verificado m grande aumento da procura em termos globais.

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