Bolsa Bons ventos da economia aproximam Wall Street de máximos

Bons ventos da economia aproximam Wall Street de máximos

As negociações nas bolsas norte-americanas foram beneficiadas por dados do consumo que saíram melhor do que o esperado, numa altura em que os investidores continuam a digerir as declarações de Janet Yellen no encontro de Jackson Hole.
Bons ventos da economia aproximam Wall Street de máximos
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 29 de agosto de 2016 às 21:07
A primeira sessão da semana teve balanço positivo para as negociações das bolsas norte-americanas, com os principais índices a aproximarem-se de novos máximos históricos, alimentados pelo optimismo dos investidores em relação à saúde da maior economia do mundo.

O industrial Dow Jones conquistou a maior valorização do dia, ao somar 0,58% para os 18.502,99 pontos, enquanto o S&P 500 valorizou 0,52% para 2.180,38 pontos. Ao tecnológico Nasdaq coube o menor ganho, de 0,26% para 5.232,33 pontos.

Os mais recentes máximos históricos foram batidos a 15 de Agosto, com valores de fecho de 18.636 pontos para o Dow Jones, 2.190,15 pontos para o S&P 500 e 5.262,01 para o Nasdaq. 

A favorecer os ganhos estiveram dados sobre o crescimento das despesas de consumo nos EUA, pelo quarto mês consecutivo, que acrescentam sinais de solidez à economia, fundamentais para que a Reserva Federal possa, como se prevê, voltar a aumentar juros em breve no país.

Na sexta-feira a presidente da Reserva Federal, Janet Yellen, afirmou que os mais recentes dados se combinam para antecipar esse aumento, mas que era necessário esperar por mais informação. Sexta-feira, a revelação dos números do relatório mensal de emprego poderá dar força a ambos os cenários: avançar antes do final do ano com um ou mais aumento de juros ou esperar pelo início do ano que vem.

"Existem bons indicadores de que o rendimento está a melhorar e o consumo continuará forte, o que aponta para uma economia resiliente," considerou Brian Jacobsen, da Wells Fargo Funds Management, à Bloomberg.

Entre as acções, destaque para as da Herbalife, que dispararam mais de 4% depois de o multimilionário Carl Icahn ter comprado mais de 2,3 milhões de acções na companhia. A Apple encerrou a recuar 0,11% depois da imprensa noticiar que Bruxelas vai avançar para a recuperação de impostos não pagos pela empresa na Irlanda e de anunciado um processo judicial de clientes que reclamam avarias nos seus iPhone 6.

A Facebook fechou a ganhar mais de 1%, no dia em que o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, recusou que a companhia se enquadre na categoria de media, uma vez que não produz conteúdos. E que o caminho não passa por aí. "Somos uma tecnológica, não uma empresa de media", afirmou esta segunda-feira em Roma, perante estudantes de uma universidade.

(Notícia actualizada às 21:28 com mais informação)



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