Research BPI sobe avaliação das acções da Jerónimo Martins e Sonae

BPI sobe avaliação das acções da Jerónimo Martins e Sonae

Os analistas do BPI consideram que as acções das duas maiores retalhistas portuguesas têm margem de valorização, pelo que elevaram o preço-alvo atribuído à Jerónimo Martins e à Sonae.
BPI sobe avaliação das acções da Jerónimo Martins e Sonae
David Santiago 29 de janeiro de 2018 às 14:02

Em notas de "research" divulgadas esta segunda-feira, 29 de Janeiro, a unidade de investimento do BPI reviu em alta os preços-alvo atribuídos à Jerónimo Martins e à Sonae.

 

À dona do Pingo Doce, os analistas do BPI atribuem um preço-alvo de 18,70 euros por acção, valor que compara com o preço anteriormente atribuído de 18,10 euros. Tendo em conta a cotação de 17,315 euros a que os títulos da Jerónimo Martins estão a negociar esta segunda-feira, os 18,70 euros representam um potencial de valorização de 8%.

 

Ao grupo da Maia o preço-alvo é aumentado de 1,30 euros para 1,50 euros, valor que configura um potencial de valorização de 18,4% relativamente aos 1,267 euros a que as acções da Sonae estão nesta altura a transaccionar.

 

Já as recomendações são reiteradas em "Comprar" para a Sonae e em "Neutral" para a Jerónimo Martins.

 

Quanto à Jerónimo Martins, o BPI justifica a melhoria da avaliação, em especial, com as vendas comparáveis registadas pela filial polaca (Biedronka) da cotada portuguesa, o que leva os analistas desta unidade a elevar as estimativas de lucros por acção numa média de 2% até 2019.

 

As vendas comparáveis no mercado polaco atingiram um aumento de 7,6% no último trimestre do ano passado, o que compensou as perspectivas mais moderadas do BPI para o negócio da Jerónimo Martins em Portugal.

 

Esta casa de investimento não espera que os resultados finais do exercício de 2017 (serão reportados em 28 de Fevereiro) tragam grandes surpresas, embora admita como possível o anúncio de pagamento de um dividendo extra.

 

Acerca da Sonae, o BPI destaca o efeito favorável decorrente dos indicadores relacionados com o sentimento e confiança dos consumidores, o que contribui para aumentos das vendas nas unidades menos relevantes da cotada como o caso do ramo da electrónica.

 

Por outro lado, estes analistas notam o aumento de 3,2% nas vendas comparáveis verificado no quarto trimestre de 2017. O BPI antecipa que a conjuntura continuará a ser favorável, com o rendimento disponível dos consumidores a dever continuar a aumentar e, em consequência, a ajudar as vendas da Sonae.

 

Esta unidade de investimento refere ainda as perspectivas positivas do retalho alimentar que, conjugado com a perspectiva de menor intensidade de promoções, deverá contribuir para alargar as margens da Sonae. 

 

Retalhistas terão de ganhar escala no online

 

Numa outra análise de "research", o BPI refere o crescimento do online do sector do retalho que superou as perspectivas. E apesar de o negócio do retalho online incidir principalmente em artigos não perecíveis tais como livros ou aparelhos electrónicos, salienta a necessidade de os actores no mercado mais convencional do retalho ganharem escala no online para responderem aos novos desafios.

 

No entanto, o BPI sinaliza a entrada de líderes no online em lojas físicas – como é o caso da Amazon nos Estados Unidos – para justificar que este formato tenderá a ser mais resiliente do que chegou a ser esperado.

 

Nesta área, os analistas do BPI destacam o "bom posicionamento" da Sonae no online, o que poderá permitir ao grupo da Maia "colher" bons resultados de uma tendência mais sustentável no retalho alimentar como a verificada em Portugal. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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comentários mais recentes
Esguicho 29.01.2018

Inteiramente de acordo, amigo Enrab. A concorrência leal é altamente salutar para as empresas e isso tem espelho na Bolsa, conforme temos visto sessão a sessão , com os dois grupos referidos !

ENRABESGUICHO 29.01.2018

A concorrência é bastante positiva para a SONAE SGPS, atendendo a que seu posicionamento neste mercado é forte e, para as duas partes(comprador e vendedor),são fatores de elevada importância! Só têm a ganhar, não será assim amigo ESGUICHO?

Boing 29.01.2018

Pois bem, toda a gente sabe que o retalho tradicional é o futuro! Só aqui é que isto é possivél.

BPI a ladaínha continua 29.01.2018

j Á ouvimos esta ladainha á dias do BPI sobre a SONAE, só acredito na SONAE CAPITAL, essa sim , a cotação já deveria ser superior a da SONAE SGPS, esta sim preocupa-se em criar valor aos seus acionistas , como diz o nosso comentador anterior.

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