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BPI: Altri é “rei do Castelo” no sector da pasta de papel na Península Ibérica

Os analistas do BPI reviram o preço-alvo da Altri em alta, depois de algumas das principais produtoras de pasta e papel terem aumentado o preço da matéria. Algo que deverá permitir-lhe continuar a aumentar a margem operacional.

Resultados da Altri poderão levar analistas a cortar estimativas
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 12:10
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O BPI Equity Research aumentou o preço-alvo da cotada que produz pasta de papel de 2,35 para 2,55 euros por acção, segundo nota publicada esta quarta-feira com o título “A majestade da pasta” do papel. Os analistas dizem que a cotada liderada por Paulo Fernandes (na foto) é a preferida no sector para a Península Ibérica. 

 

“Elegemos a Altri como preferida no nosso guia de Janeiro para as cotadas de pequena e média capitalização e continuamos a vê-la como a melhor escolha para explorar o ciclo de pasta do papel”, lê-se na nota de análise assinada pelos analistas José Rito e Bruno Bessa, a que o Negócios teve acesso.

 

O comentário foi publicado depois da brasileira Suzano ter aumentado o preço da pasta de papel em 20 dólares por tonelada. Uma decisão que “preparou o caminho” e que levou outros produtores de pasta a anunciarem idêntica decisão. O preço da pasta está em 790 dólares (604 euros) por tonelada.

 

Para os analistas, os preços da pasta do papel vão subir 9%, em média, no período que vai de 2013 a 2015. “A Altri está bem posicionada para beneficiar” do fortalecimento dos preços da pasta. O CEO da Altri, Paulo Fernandes, é também presidente da Cofina que é dona do "Jornal de Negócios". 

 

“Preços elevados da pasta de eucalipto aliados à deterioração dos custos da madeira devem continuar a impulsionar a rentabilidade da empresa no curto prazo”, lê-se no comentário.

 

Para os analistas, a Altri é o “Rei no Castelo”, tendo superado o desempenho das pares apesar de ainda negociar a desconto face ao sector. “O nosso preço-alvo de 2,55 euros sugere que a subida ainda não terminou com as acções a continuarem a negociar a desconto face às pares e a múltiplos apelativos” tendo em conta o ciclo do negócio da pasta e papel.

 

As acções da Altri seguem a valorizar 0,82% para 1,845 euros por acção. A avaliação do BPI confere um potencial de ganhos de 38% aos títulos, justificando a recomendação de “comprar”. Os BPI incluiu a cotada na lista de preferidas na Península Ibérica. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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