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BPI é o banco português preferido da Caixa BI

Os analistas da Caixa BI reviram em alta a recomendação do Banco BPI de “manter” para “comprar” e elevaram o preço-alvo para o final de 2006 para de 3,5 euros para 4,30 euros. A instituição liderada por Fernando Ulrich permanece a acção preferida da Caixa

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 17:09
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Os analistas da Caixa BI reviram em alta a recomendação do Banco BPI de "manter" para "comprar" e elevaram o preço-alvo para o final de 2006 para de 3,5 euros para 4,30 euros. A instituição liderada por Fernando Ulrich permanece a acção preferida da Caixa BI para o sector bancário português.

A analista Susana Neto ajustou as estimativas para as acções do Banco BPI e de acordo com a nova avaliação, a instituição financeira tem agora um potencial de valorização de 8%, face às cotações actuais. As estimativas da especialista apontam para «um crescimento de 5,6% das receitas operacionais em 2006 e 2.9% dos custos, isto é, uma subida dos EPS de 10.6%», de acordo com uma nota de «research» semanal.

A margem financeira do banco presidido por Fernando Ulrich deverá beneficiar da alteração na estratégia de crescimento do crédito – que passou a dar mais ênfase ao sector de pequenas empresas e negócios em detrimento de um crescimento essencialmente orientado para o crédito à habitação - bem como da eventual subida das taxas de juro a ocorrer este ano, revela Susana Neto.

«Nos próximos meses, poder-se-á assistir a alguma deterioração da qualidade da carteira de crédito, mas sem impacto significativo nos resultados, em nossa opinião. No que toca a activos detidos para venda, o BPI vendeu a participação de 1.65% na PT, no quarto trimestre de 2005, pelo que também não estimamos mais custos significativos com impairment».

Peso de Angola nos resultados do BPI devem ascender a 20% em 2005

A aposta na operação bancária em Angola mantém-se « forte e com boas perspectivas», tendo em conta o "Outlook" macroeconómico favorável (uma das economias com maiores taxas de crescimento do PIB a nível mundial), o baixo nível de bancarização do país e as vantagens competitivas do BFA (Banco Fomento Angola), revela a analista da Caixa BI.

De acordo com os seus cálculos, «em 2005, cerca de 20% do resultado líquido consolidado do BPI deverá vir de Angola, à semelhança do que se verificou nos primeiros nove meses do ano passado. Apesar de se tratar de uma operação com maior risco associado do que a actividade bancária em Portugal, vemos com bons olhos o potencial que encerra, bem como o baixo consumo de capital da mesma».

Para Susana Neto, a valorização de 31% obtida pelo Banco BPI ao longo dos últimos 12 meses deve-se não só ao seu desempenho operacional, mas também «à especulação em torno de uma possível OPA (o BPI tem sido várias vezes

referido como potencial alvo de uma operação de M&A no sector europeu de banca), e ambos estes factores deverão manter-se nos próximos meses».

Para a Caixa BI, «um cenário de OPA hostil é muito improvável, devendo a transferência do controlo do Banco passar sempre por um acordo entre os actuais accionistas de referência (dada a limitação dos direitos de voto prevista nos estatutos bem como o direito de preferência entre accionistas), mas este "ingrediente" especulativo deverá continuar a caracterizar a acção».


As acções do Banco BPI fecharam a subir 0,5% para 4 euros.

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