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BPI mantém-se optimista com JM e considera dividendo extraordinário positivo

Os resultados da retalhista dona dos supermercados Pingo Doce relativos ao terceiro trimestre foram "ligeiramente desapontantes". Contudo, a conferência com os analistas que ontem teve lugar devolveu a confiança na Jerónimo Martins, na opinião da equipa de "research" do BPI.

BPI mantém-se optimista com JM e considera dividendo extraordinário positivo
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 10:58
O BPI Equity Research mantém-se "confortável" com a recomendação de "comprar" que atribui à Jerónimo Martins. Uma consideração que a casa de investimento faz mesmo depois de "resultados ligeiramente desapontantes" relativamente ao terceiro trimestre.

A Jerónimo obteve um resultado líquido de 120 milhões de euros no terceiro trimestre de 2012, o que representa um crescimento de 7%, inferior ao esperado pelos agentes de mercado.

Os analistas da casa de investimento estão confortáveis com a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos (na foto) apesar da "actual desaceleração da economia polaca", já que não esperam grandes alterações às estimativas para a Jerónimo Martins para 2013 e 2014, segundo indicaram numa nota de comentário aos resultados que foram ontem divulgados a que o Negócios teve acesso.

Os números saídos da Polónia, onde a empresa opera sob a insígnia Biedronka, ficaram abaixo daquilo que era antecipado pelos analistas a nível de EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) mas também a nível das vendas comparáveis (like-for-like), que "surpreenderam negativamente". Foi dada, contudo, uma "mensagem de confiança" em relação a esta geografia, dado que as metas em termos de crescimento de lojas se mantêm intactas (2.050 lojas em 2012 e 3.00 em 2015).

Em relação a Portugal, a perspectiva permanece difícil e ainda se espera uma maior pressão no curto prazo, segundo o documento do BPI Equity research.

O plano de crescimento da Jerónimo Martins, a apresentar no Dia do Investidor, a 11 de Dezembro, deverá trazer mais luzes para a retalhista nacional, segundo os especialistas José Rito e Bruno Bessa. Até lá, o valor da acção da Jerónimo Martins deverá manter-se sem grandes alterações, defendem. Neste momento, a cotada negoceia nos 13,67 euros, ao recuar 0,15%. O preço-alvo para 2013 que o BPI atribui à cotada é de 16,90 euros por acção.

Dividendo é positivo mas assinala que não haverá aceleração na Colômbia

Além da apresentação de resultados, a Jerónimo Martins anunciou ontem, quinta-feira, que vai distribuir um dividendo extraordinário em 2012, de 0,239 euros por acção, num valor global de 150 milhões de euros.

Na conferência de analistas que ontem teve lugar, a empresa esclareceu que esta remuneração não é uma antecipação ao dividendo do próximo ano. Um dos motivos para que os analistas considerem que a conferência "aliviou os receios do mercado". Para o BPI Equity Research, a distribuição de dividendos representa "boas notícias".

No entanto, "esta política de dividendos não deverá colocar em risco o investimento na Colômbia (400 milhões de euros até o final de 2014), mas poderá indicar que a Jerónimo Martins não está disposta nem a acelerar o ritmo de capex (despesas para futuros benefícios) nem a pagar um prémio para se mover mais rapidamente na Colômbia".

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.
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