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BPI "rouba" mais de metade dos lucros de 2008 ao BCP

O Banco Comercial Português (BCP) é o último do três grandes bancos da bolsa portuguesa a apresentar os resultados de 2008. Tal como o BES e o BPI, a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira também vai revelar uma quebra nos lucros, na ordem dos 64%, um reflexo da exposição ao rival BPI.

Paulo Moutinho 17 de Fevereiro de 2009 às 00:01
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O Banco Comercial Português (BCP) é o último do três grandes bancos da bolsa portuguesa a apresentar os resultados de 2008. Tal como o BES e o BPI, a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira também vai revelar uma quebra nos lucros, na ordem dos 64%, um reflexo da exposição ao rival BPI.

A média das estimativas dos analistas consultados pelo Negócios e pela Reuters aponta para que o BCP obtenha lucro no valor de 201,55 milhões de euros. Este número compara com os 563,3 milhões registados no total de 2007, resultado que já tinha representado uma quebra de 28,4% face ao ano anterior.

As previsões dos oito bancos de investimento considerados variam entre um máximo de 276 milhões, esperados pelo UBS, e um mínimo de 163 milhões de euros, previstos pelo analista Tiago Dionísio, do Espírito Santo Research (ESR). "Esperamos que o BCP registe uma perda adicional de 27 milhões com a posição no BPI durante o quarto trimestre, a juntar às perdas de 202 milhões dos primeiros nove meses".

No total, o BCP deverá reconhecer perdas de 229 milhões. A exposição ao BPI deverá, assim, "roubar" mais de metade dos lucros do banco liderado por Santos Ferreira que, contudo, apresentará resultados superiores aos da instituição presidida por Fernando Ulrich, de 150,3 milhões. "Se excluíssemos o impacto global da posição no BPI, o BCP poderia apresentar lucros de 428 milhões", estima André Rodrigues, do CaixaBI.

O BES terá, assim, conseguido obter os lucros mais elevados dos "três grandes", na bolsa nacional, após ter revelado 402,3 milhões de euros, em 2008. No mesmo dia, anunciou a realização de um aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros, operação que visa reforçar os seus rácios de capital.

"O mercado deverá centrar atenções nos rácios de capital, dado o fortalecimento dos pares e a elevada exposição do fundo de pensões do BCP aos mercados accionistas", refere António Rodriguez, da KBW.

O JPMorgan realça também a preocupação com o fundo de pensões e estima que o maior banco privado nacional venha a necessitar "entre 950 e 1.500 milhões de euros para manter rácios de capital adequados".

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