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BPI regista quebra de 22% nos lucros para 75,3 milhões (act)

O Banco BPI revelou hoje as contas dos primeiros três meses de 2008, apresentando uma quebra de 22% nos lucros que atingiram os 75,3 milhões de euros, valor que ficou ligeiramente aquém da média estimativas dos analistas. A forte quebra nas receitas de ne

Paulo Moutinho 22 de Abril de 2008 às 17:51

O Banco BPI revelou hoje as contas dos primeiros três meses de 2008, apresentando uma quebra de 22% nos lucros que atingiram os 75,3 milhões de euros, valor que ficou ligeiramente aquém da média estimativas dos analistas. A forte quebra nas receitas de negociação explica o fraco desempenho do banco liderado por Fernando Ulrich.

Estes resultados líquidos comparam com os 96,8 milhões obtidos em igual período de 2007 e com os 77,2 milhões estimados pelos analistas consultados pelo Jornal de Negócios. O Santander apresentava a previsão mais baixa (69,6 milhões) e o Banesto a mais elevada (84 milhões), com o ponto médio a indicar uma quebra de 20,25%.

A margem financeira aumentou 2,5% para 159,4 milhões de euros. Os mesmo analistas apontavam para um crescimento de 4,38% na margem financeira, para um valor médio de 162,2 milhões de euros, sendo que o valor mais elevado do intervalo era de 169 milhões e o mais baixo de 152,6 milhões de euros.

"A actividade doméstica contribuiu com 51,1 milhões de euros para os resultados líquidos do primeiro trimestre", afirma o BPI na apresentação enviada ao regulador do mercado, a CMVM, acrescentando que o resultado operacional caiu para 138,6 milhões de euros e que o produto bancário cresceu 4,5% para 309,2 milhões, ao mesmo tempo que os custos de estrutura subiram 12,7%.

Neste primeiro trimestre, o BPI reconheceu 22,9 milhões de euros de imparidades para SIV. "Deste modo, o resultado antes de impostos ascendeu a 65,6 milhões de euros, correspondeu uma redução de 36,1% (menos 37,1 milhões de euros) relativamente ao registado no período homólogo".

O banco acrescenta que, por seu lado, actividade internacional contribuiu com 24,2 milhões de euros (um aumento de 45,6% face ao mesmo trimestre do ano passado), essencialmente, devido ao desempenho do Banco Fomento de Angola (BFA).

O contributo do BFA "para o lucro consolidado, ascendeu a 23,2 milhões de euros (15,2 milhões no trimestre homólogo de 2007) e o contributo para o lucro da participação de 30% no BCI Fomento (Moçambique), reconhecida por equivalência patrimonial, foi de um milhão (1,4 milhões no trimestre homólogo)".

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