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“Brent” negoceia abaixo dos 64 dólares

As cotações do petróleo estão a cair pela sétima sessão consecutiva, na mais longa série de quedas desde Outubro de 2003, estando hoje a ser penalizadas pela redução das estimativas de consumo global por parte da AIE.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 12 de Setembro de 2006 às 18:01
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As cotações do petróleo estão a cair pela sétima sessão consecutiva, na mais longa série de quedas desde Outubro de 2003, estando hoje a ser penalizadas pela redução das estimativas de consumo global por parte da Agência Internacional de Energia (AIE).

O West Texas Intermediate [cl1] para entrega em Outubro está a perder 0,62% no mercado nova-iorquino, fixando-se em 65,20 dólares por barril. Em Londres, o "brent" [co1] cede 1,13%, negociando-se em 63,82 dólares por barril. Ambas as referências estão no nível mais baixo desde Março último.

Segundo a AIE, a procura mundial de petróleo atingirá uma média de 84,7 milhões de barris por dia este ano, o que corresponde a menos 100.000 barris face às previsões feitas no mês passado. Entretanto, prevê-se que os países do Médio Oriente irão gastar 94 mil milhões de dólares em 2011 para atenderem à procura de energia, afirmou o ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, citado pela Bloomberg.

Ontem, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu, em Viena, manter ao seu actual "plafond" de produção nos 28 milhões de barris por dia.

"Estamos perante uma enorme mudança. O movimento de subida que durou praticamente cinco anos pode ter terminado. Continuamos a ver que as estimativas para a procura estão a ser revistas em baixa, o que mostra o impacto dos preços tão altos", comentou Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover.

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