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Brisa e PT animam bolsa nacional

A bolsa nacional seguia a valorizar, contrariando a tendência das congéneres europeias, impulsionada pelos títulos da Brisa e da Portugal Telecom. O PSI-20 avançava 0,1%, numa sessão em que a Energias de Portugal impedia maiores ganhos ao recuar quase 1%.

Paulo Moutinho 24 de Abril de 2006 às 13:22
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A bolsa nacional seguia a valorizar, contrariando a tendência das congéneres europeias, impulsionada pelos títulos da Brisa e da Portugal Telecom. O PSI-20 avançava 0,1%, numa sessão em que a Energias de Portugal impedia maiores ganhos ao recuar quase 1%.

O principal índice nacional [psi20] subia para os 10.278,12 pontos, com onze das vinte cotadas que compõem o PSI-20 a valorizarem, oito em queda e apenas um título inalterado.

Na maioria das praças europeias, a tendência era de queda, com o mercado a recear que os elevados preços do petróleo nos mercados internacionais venham a reduzir os lucros das empresas.

A fusão entre a espanhola Abertis e a italiana Autostrade, que vai dar origem à maior concessionária de auto-estradas do mundo, impulsionava os títulos da concessionária Brisa [brisa], que liderava os ganhos do índice principal ao avançar 3,5% para os 8,57 euros, depois de ter renovado o valor mais elevado de sempre ao tocar nos 8,72 euros

Também a sustentar os ganhos do índice estavam os títulos da Portugal Telecom [ptc]. A operadora de telecomunicações que é agora liderada por Henrique Granadeiro apreciava 0,4% para os 10,14 euros. A participada, a PT Multimédia [ptm] cedia 0,1% para os 9,73 euros.

A empresa que lançou a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a PT e a PTM, a Sonaecom [snc], seguia a apreciar 0,24% par aos 4,26 euros. A «holding» de Belmiro de Azevedo, a Sonae SGPS [son], ganhava 0,74% para os 1,37 euros.

Na banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn], que apresentou momentos após a abertura do mercado os seus resultados referentes ao primeiro trimestre, ganhava 0,13% para os 14,97 euros.

O banco liderado por Ricardo Salgado registou nos primeiros três meses do ano um resultado líquido de 105,1 milhões de euros, um valor que representa uma subida de 31% face ao período homólogo do ano passado e que se situou acima das estimativas dos analistas.

O BCP [bcp], que divulga as suas contas hoje após o fecho do mercado, descia 0,4% para os 2,52 euros. O Caixa BI estima que os resultados líquidos subam para os 244 milhões de euros, o que representa um crescimento de 78% face ao mesmo período do ano passado. O consenso do mercado aponta para lucros de 209 milhões de euros, de acordo com uma «poll» de analistas realizada pela agência Reuters. O Banco BPI [bpin], que está a ser alvo da OPA do BCP, seguia sem variação nos 5,89 euros.

A impedir maiores ganhos do PSI-20 estava a Energias de Portugal (EDP) [edp]. Os títulos da eléctrica recuavam 0,91% para os 3,25 euros. Também em queda estava a Semapa [sema] que descia 4,49% para os 8,94 euros, depois de ter recuado mais de 13% durante o início da negociação, no dia em que as acções da empresa negoceiam sem direito ao dividendo de 0,42 euros.

A Jerónimo Martins [jmar] ganhava 0,14% para os 14,62 euros. Segundo a Lisbon Brokers, os lucros da retalhista deverão ter aumentado 4,5% para os 17,6 milhões de euros no primeiro trimestre, sustentados essencialmente pelo crescimento das receitas.

Fora do PSI-20, a Ibersol subia 6,2% para os 8,39 euros, tendo chegado a valorizar mais de 9% para o valor mais elevado desde Março de 1998, depois da empresa ter anunciado o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a rival espanhola Telepizza, numa proposta de cerca de 600 milhões de euros.

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