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Buffett: Berkshire vai continuar a ser credor de último recurso “quando eu não estiver por cá”

O tema da sucessão de Warren Buffett tem marcado todas as assembleias-gerais anuais que o investidor baptizou como o Woodstock do capitalismo. Este ano não foi excepção com o líder da “holding” Berkshire Hathaway a afirmar que “quando não estiver por cá”, a marca terá ainda mais vincado o papel de “credor de último recurso”.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 06 de Maio de 2013 às 17:35
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Warren Buffett acredita que a Berkshire Hathaway vai continuar igual quando se retirar da liderança executiva e do conselho de administração da empresa. Uma das funções que a empresa desempenha é investir, mesmo quando a incerteza levam os restantes investidores a adoptar uma postura muito cautelosa.

 

Desta forma, a Berkshire Hathaway ganhou o estatuto oficioso de “credora de último recurso” para grandes empresas que enfrentam dificuldades, desde que continuem a ser viáveis. Os casos mais recentes foram o Goldman Sachs, General Electric e Bank of America, onde o “Oráculo de Omaha” fez investimentos avultados em momentos muito adversos para as três empresas.

 

“A Berkshire é o número verde para quando existe algum tipo de pânico nos mercados”, disse Warren Buffett na assembleia-geral de accionistas que teve lugar durante o último fim-de-semana, em Omaha.

 

O próximo presidente executivo da “holding” terá ainda mais capital disponível para investir e isso vai reforçar ainda mais o estatuto de “credor de último recurso” que informalmente se associa à empresa, defendeu o investidor. “Quando isso acontecer e eu não estiver por perto, vai ficar ainda mais associado à marca Berkshire.”

 

Buffett e as  obrigações do Tesouro

 

O segundo homem mais rico do mundo elogiou o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Ben Bernanke, mas afirmou que os investidores em obrigações norte-americanas “são vítimas” das políticas expansionistas da Fed.

 

“Sinto pena das pessoas que se ficaram por investimentos no mercado de obrigações” do Tesouro norte-americano, referiu. O banco central norte-americano, vendo-se na necessidade de estimular a economia, tem mantido as taxas de juro no mínimo histórico entre 0,00% e 0,25%, deprimindo a rendibilidade do mercado de taxa de juro.

 

O presidente da Fed “teve muita coragem. Tenho muita confiança nele”, referiu Buffett em entrevista à Bloomberg, depois da assembleia com accionistas. 

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