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CGD encaixa 191 milhões e obtém mais-valia de 25 milhões com venda na PT

Os livros de ordem já estão fechados. O banco estatal vendeu os títulos da Portugal Telecom a 3,48 euros, o que representa um valor 2,88% abaixo do preço a que as acções fecharam na sessão de ontem. As acções da PT estão a reagir em queda.

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A Caixa Geral de Depósitos encaixou 190,6 milhões de euros com a venda da participação na Portugal Telecom, confirmou a operadora. A mais-valia, face ao valor registado nas contas do primeiro semestre, é de 25,31 milhões de euros.

 

Os livros da operação da oferta particular de venda de 54.771.741 acções da operadora, representativas de 6,11% do capital, já estão encerrados. De acordo com a agência Bloomberg, que cita duas fontes ligadas ao negócio, cada uma das acções foi vendida a 3,48 euros. O que totaliza os 190,61 milhões de euros. A informação já foi confirmada através de um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

De acordo com cálculos do Negócios, a mais-valia conseguida com esta venda é de 25,31 milhões de euros. Este é o montante que separa os 190,6 milhões encaixados e os 165,29 milhões a que as acções da PT estavam avaliadas no final do primeiro semestre, de acordo com o relatório e contas da CGD.

 

O preço agora revelado está dentro do intervalo definido para a operação, segundo os termos da oferta: os 3,45 euros e os 3,583 euros por acção. O preço encontra-se mais perto do limiar inferior.

 

Os 3,48 euros correspondem a um desconto de 2,88% face aos 3,583 euros a que os títulos da PT fecharam na sessão de ontem.

 

A operação de saída da Caixa Geral de Depósitos do capital da empresa portuguesa, que se encontra neste momento em processo de fusão com a brasileira Oi, foi comunicada esta segunda-feira em comunicado enviado através da CMVM. O negócio foi feito com uma oferta particular de acções, através de um processo que se dirigiu apenas a investidores qualificados.

 

Do lado do banco estatal, a venda insere-se na “estratégia de desinvestimento em activos não estratégicos”.

 

Os analistas consultados pelo Negócios alertaram para o eventual impacto negativo que a saída da CGD do capital da PT pode ter nas acções já que acontece no decorrer do processo de fusão com a Oi. Desde a manhã, a CMVM ordenou a suspensão da negociação das acções da PT até ser divulgada informação relevante. O levantamento chegou depois da confirmação da Caixa Geral de Depósitos.

 

As acções começaram a negociar pelas 15h00, momento em que os títulos começaram por resvalar 2,34% para 3,499 euros, ainda acima do preço pago na operação.

 

A decisão do banco dirigido por José de Matos terá apanhado de surpresa a cúpula da PT. De acordo com o que o Negócios noticiou, a administração e o núcleo duro accionista da operadora (de que fazem parte o Grupo Espírito Santo, a Ongoing e a Oi) não foram avisados da venda da posição.

 

Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração da PT, não querendo fazer comentários à operação, disse ficar entristecido ao “ver alguns indivíduos e instituições a desistir de Portugal”.

 

Da Caixa, a resposta veio pelo administrador, Nuno Fernandes Thomaz, que garantiu que a Caixa não desistiu do País. “A Caixa aposta ainda mais no país, através da cobertura do core da Caixa e do core do país que são as PME”, afirmou.

 

(Notícia actualizada às 14h52 com confirmação do preço de 3,48 euros por acção com cálculos de mais-valia; actualizada às 15h02 com cotações em bolsa)

 

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