Research Resultados da Mota-Engil em linha com o esperado pelos analistas

Resultados da Mota-Engil em linha com o esperado pelos analistas

O resultado líquido da Mota-Engil recuou 62% face a 2014. Mas o CaixaBI aponta que os dados operacionais ficaram em linha com o previsto. Já o BPI destaca a provisão nos activos em África, bem como a perda com a venda de imobiliário na Europa.
Resultados da Mota-Engil em linha com o esperado pelos analistas
André Tanque Jesus 05 de abril de 2016 às 09:37

A Mota-Engil divulgou na segunda-feira, 4 de Abril, os resultados relativos a 2015. Um período no qual a construtora registou uma queda de 62% dos lucros para 19 milhões de euros, 39,9% abaixo das estimativas do CaixaBI. Isto apesar de as receitas terem aumentado em 3%. Em linha com o previsto, atingiram os 2.434 milhões de euros.

"Não obstante o resultado líquido substancialmente inferior ao esperado, os resultados de 2015 saíram razoavelmente semelhantes às nossas projecções", aponta José Mota Freitas, numa nota divulgada esta terça-feira. O analista do CaixaBI diz mesmo que "a evolução dos resultados da Mota-Engil suporta a nossa actual visão da companhia", para a qual o banco de investimento atribui um preço-alvo de 3,10 euros e uma recomendação de "comprar".

O CaixaBI explica que a forte redução nos lucros deve-se "a um maior impacto fiscal do que o esperado". Além disso, acrescenta que os dados apresentados "realçaram a fraqueza de África (-21% de vendas e -36% de EBITDA face a 2014) e o crescimento da América Latina (30% de vendas e 108% de EBITDA face 2014)".

Abaixo do previsto ficou, por outro lado, o desempenho dos resultados na Europa, afectados pela construção em Portugal. Já a carteira de encomendas ascendia a 4,1 mil milhões de euros no final de 2015, tal como revelado nos resultados preliminares. Novidade foi a dívida líquida, que ficou em linha com o estimado pelo banco de investimento, ao fixar-se em 1,6 mil milhões de euros.

BPI destaca provisão em África e perda no imobiliário

As metas da Mota-Engil apontam para um forte crescimento do negócio na América Latina em 2016, aponta o BPI, ao passo que as operações em África e na Europa deverão continuar estáveis. Em suma, "um crescimento de apenas um dígito" no período. A equipa de analistas nota que o mercado estima um crescimento médio das receitas de 9% para 2.645 milhões de euros.

Mas o BPI atira que outro dos "destaques dos resultados agora auditados" é a provisão feita nos activos em África. Ascende a 32 milhões de euros, sendo que a Mota-Engil "ainda não deu qualquer detalhe sobre a provisão". Além disso, destacam os analistas, a construtora vendeu activos imobiliários na Europa Central, pelo valor de 39 milhões de euros. Uma operação que, conclui o BPI, "originou uma perda de capital de 45 milhões de euros". O banco tem as acções da empresa "sob revisão".

As acções da empresa liderada por Gonçalo Moura Martins cedem 2,22% para os 1,847 euros, mas estiveram já a perder 3,12% para os 1,83 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




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