Research CaixaBI: BCP recompra obrigações para "transmitir mensagem positiva"

CaixaBI: BCP recompra obrigações para "transmitir mensagem positiva"

A operação de recompra de até 300 milhões de euros em obrigações tem um impacto diminuto nos resultados do BCP, realça o CaixaBI.  
CaixaBI: BCP recompra obrigações para "transmitir mensagem positiva"
Sara Matos
Nuno Carregueiro 17 de fevereiro de 2016 às 08:47

O Banco Comercial Português (BCP) anunciou na terça-feira, 16 de Fevereiro, que decidiu avançar com a solicitação de ofertas com vista à recompra de até 300 milhões de euros em títulos de dívida que estão na posse de investidores institucionais estrangeiros.

 

Uma vez que esta operação deverá ter um impacto "pouco significativo" nos resultados do banco e na sua posição de capital, o CaixaBI afirma que esta "deve ser ainda vista como uma forma de o banco transmitir uma mensagem positiva para o mercado sobre a sua situação actual".

 

De acordo com os cálculos do CaixaBI, o impacto no capital do BCP com esta operação é de apenas cinco pontos base. O banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos (CGD) realça que esta operação surge no âmbito do "contexto das últimas semanas", marcadas por forte turbulência nos mercados de capitais, com os bancos a serem os mais castigados.

 

Na semana passada, o banco alemão Deutsche Bank anunciou a recompra de dívida para afastar quaisquer rumores de que não pudesse ser capaz de pagar obrigações. No caso do BCP, não houve preocupações deste género. A ideia é que o banco se sente confortável para utilizar dinheiro que tem em excesso para recomprar títulos de dívida, reduzindo o seu endividamento. Além disso, passa a ter menos 300 milhões para pagar, o que o coloca menos exposto à turbulência do mercado. 

 

Aliás, apesar de reduzir o financiamento externo, o BCP continua a ter 750 milhões de euros por pagar ao Estado em instrumentos convertíveis (CoCos) - e o Negócios já escreveu que essa tensão poderá dificultar o reembolso antecipado dos títulos. Neste caso, a devolução acaba sempre por ser mais complicada, tendo em conta que os reguladores só aprovam o reembolso de CoCos quando há garantias de que os rácios não saem prejudicados. 

 

As acções do BCP sobem 0,61% para 3,32 cêntimos.




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