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CaixaBI recomenda comprar todas as cotadas nacionais

2008 ficará na história como um "annus horribilis" para os mercados accionistas, a nível global e também em Lisboa. O PSI-20 prepara-se para registar a maior queda de sempre, registando uma desvalorização de mais de 50%. 2009 adivinha-se "desafiante", segundo o CaixaBI, "pelo menos na primeira metade do ano".

Paulo Moutinho 22 de Dezembro de 2008 às 00:01
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2008 ficará na história como um “annus horribilis” para os mercados accionistas, a nível global e também em Lisboa. O PSI-20 prepara-se para registar a maior queda de sempre, registando uma desvalorização de mais de 50%. 2009 adivinha-se “desafiante”, segundo o CaixaBI, “pelo menos na primeira metade do ano”.

Ainda assim, considerando as avaliações atribuídas pelo banco de investimento, o ano que se avizinha será positivo, com todas das cotadas a apresentarem margem para ganhos.

Das 20 empresa que compõem o índice principal da bolsa de Lisboa, o banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos (CGD) acompanha a evolução de 17, sendo que destas apenas para uma não tem uma recomendação de “comprar”, a Portugal Telecom. Todas as outras são cotada que os investidores devem adicionar às suas carteiras, e há mesmo cinco empresas com margem para mais do que duplicar de valor.

No “outlook” para 2009, o CaixaBI não elege “top picks”, mas mostra-se mais positivo perante empresas como a Cimpor, a Mota-Engil, a Galp Energia, a Sonae SGPS e a Sonaecom. A dona da Optimus poderá mesmo triplicar a actual cotação, dado o preço-alvo de 3,00 euros definido, recentemente, que compara com o valor de fecho das acções na última sessão, abaixo de 1,00 euro, ainda que o CaixaBI alerte para o facto da empresa estar presente num sector de “concorrência feroz”.

Um sector que também tem enfrentado forte turbulência é o da construção, em resultado da crise do crédito, que deverá continuar a sentir-se no próximo ano. No entanto, o CaixaBI acredita no potencial da Cimpor e da Mota-Engil, observando o potencial de subida conferido a cada uma das cotadas. “As empresas portuguesas foram, naturalmente, apanhadas nesta ‘onda’, mas os seus principais catalisadores permanecem fortes”, sublinha o banco de investimento, enumerando-os: “diversificação geográfica, dispersão de áreas de negócio, e programas de infra-estruturas, nomeadamente em Portugal”.

A Cimpor foi uma das acções favoritas do CaixaBI, para o ano que agora está a terminar. A cimenteira recuou 43,3%, até ao momento, um desempenho melhor que o do PSI-20, “proeza” conseguida por outras duas das seis eleitas pelo banco de investimento. São elas a Brisa e a Jerónimo Martins, que até recentemente era a “estrela” da bolsa nacional, registando uma queda substancialmente inferior à do índice. A Altri, a Zon Multimédia e a Sonaecom completaram as “top picks” de 2008, no relatório revelado em Janeiro, sendo que a empresa liderada por Ângelo Paupério recuou mais de 70%.

A empresa que apresenta o melhor desempenho na bolsa de Lisboa, desde o início do ano é a Redes Energéticas Nacionais (REN). As acções da empresa liderada por José Penedos perdem “modestos” 22,6% em 2008, fruto da forte valorização acumulada na última semana, de mais de 13%. Mas surge como a cotada com menos margem de progressão para 2009, dado o novo preço-alvo.

O CaixaBI reviu, na semana passada, a avaliação para as acções da REN, atribuindo-lhes um preço-alvo de 3,30 euros, inferior ao anterior 3,60 euros, para o final do próximo ano, e que incorpora já a nova taxa de retorno dos investimentos definida pela ERSE. A recomendação subiu para “comprar”, e o CaixaBI sublinhou que a “REN é provavelmente a acção mais defensiva no mercado nacional”. Ainda assim, terá dos piores desempenhos, segundo o CaixaBI.

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