Bolsa Catarina Castro: "Qualquer suspiro de Powell terá impacto" nas bolsas

Catarina Castro: "Qualquer suspiro de Powell terá impacto" nas bolsas

A transição na Reserva Federal dos EUA é um dos principais desafios para os mercados, este ano, antecipa Catarina Castro.
Catarina Castro: "Qualquer suspiro de Powell terá impacto" nas bolsas
Miguel Baltazar
Raquel Godinho 05 de março de 2018 às 07:00

As acções continuam a ser a classe de activos favorecida pela Orey Financial. Catarina Castro, a administradora das áreas de negócio aponta, contudo, os principais riscos para este ano.

Apesar da turbulência recente, o arranque do ano foi positivo para os mercados. Qual é a vossa perspectiva para 2018?
O nosso panorama é positivo, crescimento macroeconómico global provavelmente chega aos 4%, inflação com uma ligeira subida mas controlada, bancos centrais alinhados. É  a sincronização perfeita. Mas este equilíbrio é o maior dos riscos. Nesse sentido, estamos no início da fase de ‘sobre-inflação’ e, nesse ciclo, continuamos a favorecer acções versus obrigações. Continuamos a favorecer Europa como geografia e, dentro da Europa, a Ibéria. Estes activos não deixam de estar mais baratos nas respectivas métricas.

Quais são as preferências no mercado nacional?
Gostamos de BCP. É o único banco no índice de referência e fez um excelente trabalho. Vai ter alguns desafios a nível da reestruturação da estrutura accionista, o que é expectável. Qualquer pressão deve ser aproveitada para compra ou reforço de posições. Vai seguir a tendência da banca europeia que, para nós, será positiva e um regresso aos dividendos daqui a 18 meses é possível. Dentro daquilo que é a exposição internacional, mas também numa rota de dividendos, a Navigator não deixa de ser uma boa selecção. A Jerónimo Martins também está com uma tendência positiva e com métricas de avaliação atractivas e damos o benefício da dúvida aos CTT. Os actuais níveis de avaliação já descontam boa parte dos desafios que a empresa tem.

Quais são os principais riscos para este ano?
A transição de Janet Yellen para Jerome Powell na Reserva Federal será o primeiro momento de teste. Temos agora as eleições italianas, algures a meio do ano, teremos a reavaliação da percepção da qualidade de crédito dos activos chineses. E, em Outubro, o desfecho do Brexit e a respectiva implementação. A evolução macroeconómica corre bem, a inflação está controlada, os bancos centrais estão sincronizados e isso não acontecia desde 2012. Yellen conseguiu ir mantendo este equilíbrio, mas a tarefa que Powell tem pela frente, mesmo em termos de como posicionar o seu próprio discurso, é super exigente. Qualquer suspiro mais ou menos profundo terá impacto. Março continuará a ser um mês intenso por este factor.

Gostamos do BCP.
É o único banco do índice de referência e fez um excelente trabalho.
catarina castro
administradora das áreas de negócio da Orey financial



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mais votado Em terra de cegos quem tinha um olho era rei 05.03.2018

Será no stock picking,
será na alocação de ativos, por classes de ativos ou por geografias,
que Vocês conseguirão criar mais valor para os Vossos Clientes?
A ideia confortàvel é que de fato, é!
Mas Vocês sabem bem que nos Mercados de Capitais,
o que normalmente é mais confortável a curto prazo,
é o menos rendível e favorável a longo.
Não há dúvida que o nível de competência,
como Vocês cabalmente o evidenciam,
incrementou-se notavelmente em relação ao que já foi.
Mas tal, na implacável arena de competição que são os Mercados,
poderá ser condição necessária para satisfazer os Reguladores,
mas não é condição suficiente para fazer felizes os Investidores.
O que o é, como sempre foi e tende cada vez mais a sê-lo,
é a vantagem relativamente aos outros competidores,
pois que se antes,
em terra de cegos quem tinha um olho era rei,
hoje os Mercados têm capacidades quase infinitas,
e a prioridade não é só ser bom,
é ser melhor que os outros.
Prá frente por tal e boa sorte !

comentários mais recentes
Em terra de cegos quem tinha um olho era rei 05.03.2018

Será no stock picking,
será na alocação de ativos, por classes de ativos ou por geografias,
que Vocês conseguirão criar mais valor para os Vossos Clientes?
A ideia confortàvel é que de fato, é!
Mas Vocês sabem bem que nos Mercados de Capitais,
o que normalmente é mais confortável a curto prazo,
é o menos rendível e favorável a longo.
Não há dúvida que o nível de competência,
como Vocês cabalmente o evidenciam,
incrementou-se notavelmente em relação ao que já foi.
Mas tal, na implacável arena de competição que são os Mercados,
poderá ser condição necessária para satisfazer os Reguladores,
mas não é condição suficiente para fazer felizes os Investidores.
O que o é, como sempre foi e tende cada vez mais a sê-lo,
é a vantagem relativamente aos outros competidores,
pois que se antes,
em terra de cegos quem tinha um olho era rei,
hoje os Mercados têm capacidades quase infinitas,
e a prioridade não é só ser bom,
é ser melhor que os outros.
Prá frente por tal e boa sorte !

Antes, em terra de cegos quem tinha um olho era re 05.03.2018

Será no stock picking,
será na alocação de ativos, ou por classes de ativos ou por geografias,
que Vocês conseguirão criar mais valor para os Vossos Clientes?
A ideia confortàvel, é que de fato, é!
Mas Vocês sabem bem que nos Mercados de Capitais,
o que normalmente é mais confortável a curto prazo,
é o menos rendível e favorável a longo.
Não há dúvida que o nível de competência,
como Vocês cabalmente o evidenciam.,
incrementou-se notavelmente em relação ao que era ainda não há muito.
Mas tal, na implacável arena de competição que são os Mercados,
poderá ser condição necessária para satisfazer os Reguladores,
mas não é condição suficiente para fazer felizes os Investidores.
O que o é, como sempre foi e tende cada vez mais a sê-lo,
é a vantagem relativamente aos outros competidores,
pois que se antes,
em terra de cegos quem tinha um olho era rei,
hoje os Mercados têm capacidades quase infinitas,
e a prioridade não é só ser bom,
é ser melhor que os outros.
Prá frente por tal !

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