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Certificados captam mais 1,6 mil milhões das poupanças das famílias em dezembro

As fortes entradas de capital nos certificados de aforro mais que compensam o desinvestimento nos certificados do Tesouro. O "stock" total cresce há nove meses consecutivos.

Os certificados de aforro oferecem uma taxa de juro associada à Euribor a três meses. Com esta a subir, têm-se tornado cada vez mais atrativos.
Pedro Catarino

No mês em que receberam o subsídio de Natal, as famílias reforçaram ainda mais a aposta nos produtos de poupança do Estado. O montante aplicado em certificados engorda há nove meses consecutivos, tendo subido 1,6 mil milhões de euros em dezembro.

 

Os "stocks" de certificados de aforro e do Tesouro voltaram a subir para um total de 34.869 milhões de euros, mais 1,6 mil milhões de euros do que em novembro, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

 

O contínuo aumento está relacionado com a maior atratividade dos certificados de aforro nos últimos meses graças à remuneração indexada à Euribor, que reage de forma imediata à subida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE).

 

O montante destes produtos subiu, em dezembro, para 19.626 milhões de euros, 1.917 milhões de euros do que em novembro. Fecha assim o ano com o maior saldo de sempre.

 

Já no caso do "stock" de certificados do Tesouro houve uma nova redução para 15.243 milhões euros, menos 311 milhões de euros do que no mês anterior.

 

A quebra nos certificados do Tesouro, verifica-se há mais de um ano. A combinação entre maior procura pelos primeiros e menor interesse pelos segundos levou a que, os certificados de aforro tenham ultrapassada, em setembro, os do Tesouro em termos de peso no total destes produtos, o que não se via desde o início de 2017.

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