Mercados Certificados mantêm ritmo de entradas reduzido em outubro

Certificados mantêm ritmo de entradas reduzido em outubro

Os certificados de poupança do Estado voltaram a registar um mês de reduzidas subscrições. Ainda que as subscrições tenham aumentado ligeiramente face a setembro, apenas entraram 24 milhões de euros em certificados de aforro e CTPC.
Certificados mantêm ritmo de entradas reduzido em outubro
Patrícia Abreu 21 de novembro de 2019 às 11:57

Os portugueses estão a investir menos em certificados de poupança do Estado. Depois do travão registado em setembro, o valor aplicado nestes produtos voltou a ficar aquém da média de investimento registada em 2019. Entraram em certificados, em outubro, menos de 25 milhões de euros.


O "stock" dos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) atingiu, em outubro, os 16.977 milhões de euros, um valor que fica 18 milhões de euros acima do valor investido nestes produtos no final de setembro. Já o saldo vivo investido em certificados de aforro (CA) situava-se em 11.999 milhões no final do mês passado, seis milhões acima do valor registado um mês antes, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.


Contas feitas, entraram nos certificados 24 milhões de euros em outubro, um montante superior aos 18 milhões investidos em setembro, mas bastante superior à média de entradas nos primeiros oito meses do ano: 80,1 milhões de euros.


Esta desaceleração acontece depois do ritmo de crescimento destes produtos no início de 2019 ter surpreendido o IGCP, levando o instituto que gere a dívida portuguesa a rever as metas de subscrições nos certificados este ano. As previsões passaram de resgates, na proposta de orçamento do Estado para 2019, a expectativas de entradas de 400 milhões de euros e, mais tarde, de mil milhões.


No entanto, a manter-se este abrandamento nas subscrições poderá ser difícil alcançar o objetivo de mil milhões em entradas. Entre janeiro e outubro, os certificados captaram 686 milhões de euros, o que significa que o IGCP teria que vender 314 milhões de euros em certificados até ao final do ano, o que implica uma media de subscrições mensais superiores a 100 milhões de euros. Apenas por duas ocasiões – janeiro e março – o volume de entradas superou a fasquia dos 100 milhões.




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