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Certificados de aforro garantem retorno real de 1% pela primeira vez em seis anos

A taxa de juro bruta para novas subscrições de certificados de aforro em Agosto foi fixada ontem pelo Instituto de Gestão do Crédito Público em 3,37360%, o que representa a rendibilidade mais elevada desde 2001, altura em que a taxa se situava acima dos 4

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 00:01
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A taxa de juro bruta para novas subscrições de certificados de aforro em Agosto foi fixada ontem pelo Instituto de Gestão do Crédito Público em 3,37360%, o que representa a rendibilidade mais elevada desde 2001, altura em que a taxa se situava acima dos 4%.

No mês de Junho (último para o qual são conhecidos dados do INE) a inflação homóloga em Portugal situou-se nos 2,4%. Quem subscrever certificados este mês, caso a subida dos preços se tenha mantido constante, está a ser remunerado um ponto percentual acima da inflação, sendo também a primeira vez desde 2000 que a rendibilidade real deste produto atinge este valor.

Esta subida da atractividade do investimento em certificados de aforro deve-se à subida das taxas euribor, à qual está indexada a remuneração dos certificados. Ainda ontem a euribor 3 meses fixou um novo máximo desde Setembro de 2001, nos 4,26%. Com o mercado a dar como certa pelo menos uma subida nos juros do BCE, face aos actuais 4%, a euribor 6 meses situou-se ontem nos 4,382%, também muito perto do máximo de seis anos.

Desde Novembro do ano passado que o investimento nos certificados de aforro passou a ter uma rendibilidade real positiva, mas ainda assim, há outros investimentos alternativos e de risco reduzido que apresentam uma taxa de rendibilidade mais atractiva. Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, no mês de Maio, um depósito com um prazo inferior a 1 ano, era remunerado a uma taxa de 3,53%, quando nesse mês os certificados pagavam 3,1448%.

Dai a conclusão que o investimento em certificados de aforro só se torna mais atractivo que os depósitos se for um investimento a médio prazo. "Os depósitos são mais rentáveis a prazos curtos e os certificados a médio prazo", devido "aos prémios de permanência" associados aos certificados, explicou recentemente ao Jornal de Negócios António Ribeiro, da DECO. Actualmente, o prémio é de 0,25% no segundo semestre de capitalização e aumenta 0,25% em cada um dos semestres seguintes até atingir 2%. O resgate é possível a partir da primeira capitalização de juros (ao fim de um trimestre) e os juros estão sujeitos a IRS sendo feita a retenção na fonte de 20% do montante dos juros vencidos.

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