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China põe petróleo das reservas de emergência à venda dia 24

A decisão sem precedentes tomada pelas autoridades chinesas pretende reduzir os preços da matéria-prima. Para já, continuam no verde, mas desaceleraram os ganhos.

Reuters
Leonor Mateus Ferreira 14 de Setembro de 2021 às 14:08
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A China quer reduzir as reservas de petróleo que detém. A National Food and Strategic Reserves Administration chinesa anunciou esta terça-feira que vai colocar no mercado 7,38 milhões de barris de petróleo que estão atualmente nas reservas de emergência, colocando pressão sobre os preços da matéria-prima.

A transação deverá acontecer no próximo dia 24 de setembro, de acordo com o comunicado citado pela Bloomberg, que confirma a perspetiva que já tinha sido sinalizada pela segunda maior economia do mundo. A decisão sem precedentes tomada pelas autoridades chinesas pretende reduzir os preços da matéria-prima.

E já está a ter impacto para os investidores. O valor do barril desacelerou os ganhos em reação. O brent negociado em Londres (que serve de referência para as importações em Portugal) sobe 0,37% para 73,78 dólares, enquanto o crude WTI norte-americano avança 0,31% para 70,67 dólares.

Apesar de se manterem em alta, os preços perderam o fulgor do arranque da sessão. As valorizações dos últimos dias têm sido conduzidas pelos estragos gerados por dois furacões na região produtora do Golfo do México. Ainda a recuperar do furacão Ida, que travou grande parte da produção, também a fortes chuvas e vento agressivo causados pela tempestade tropical Nicholas afetaram o Golfo.

 

Os refinadores norte-americanos estavam a recuperar do furacão Ida mais depressa do que a produção petrolífera, sendo que a maioria das novas refinarias do Louisiana que foram impactadas já estariam a retomar as operações, apesar de não haver ainda crude suficiente. Mas com este novo revés, terão de ser feitas novas contas.

 

Segundo o Goldman Sachs, o furacão Ida terá levado a uma diminuição de cerca de 30 milhões de barris dos inventários norte-americanos de crude. Isto num cenário de aproximação do inverno -- o Bank of America espera que o preço do petróleo atinja a marca dos 100 dólares por barril durante os próximos seis meses caso o inverno seja rigoroso -- e também de fortalecimento do dólar norte-americano.

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