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China cai e arrasta Ásia com medidas do banco central para reduzir o crédito bancário

As acções asiáticas sofreram a maior queda das últimas seis semanas, numa sessão em que as empresas do sector mineiro lideraram as perdas a acompanhar a descida das matérias-primas, depois de a China ter aprovado medidas para reduzir o crédito bancário.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 07:40
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As acções asiáticas sofreram a maior queda das últimas seis semanas, numa sessão em que as empresas do sector mineiro lideraram as perdas a acompanhar a descida das matérias-primas, depois de a China ter aprovado medidas para reduzir o crédito bancário.

O índice de referência MSCI Ásia – Pacifico desceu 1,4% para 124,72 pontos, naquela que é a maior queda desde 27 de Novembro. Além do sector das matérias-primas, o sector industrial que mais recuou foi o da electricidade.

“Tudo [o que estivesse] relacionado com a China foi afectado”, disse o gestor de fundos da Investor Mutual, Jason Teh à Bloomberg. “O aumento das exigências de reservas dos bancos chineses, está a pressionar nos títulos com exposição às matérias-primas.” As matérias-primas estão muito dependentes do que acontece na China, disse o gestor de fundos, à Bloomberg.

A China vai aumentar a proporção de reservas que têm de ser constituídas pelos bancos, para emprestarem dinheiro, em 50 pontos base, a partir de 18 de Janeiro, segundo um comunicado publicado ontem no “site” do banco central da China.

“A estratégia de saída da China começou um pouco mais cedo do que se esperava”, disse o estratega-chefe do Mizuho Trust & Banking. “Os investidores receiam que as decisões da China paralisem o crescimento económico e que outros países asiáticos sigam o exemplo”.

O índice que mais desceu na região foi o Shangai Composite, que recua 3%, seguido do Hang Seng de Hong Kong, que perde 2,3%.

O Nikkei desceu 1,32% para 10.735,03 pontos e o Topix perde 1,06% para 944,02 pontos. A Bridgestone, que é a maior fabricante de pneus do mundo, desceu 3,3% para 1.504 ienes, em Tóquio, depois de ver a sua recomendação reduzida para “underperform” de “buy”, pelo Bank of América Merryl Lynch.

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