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China e receios de "rally" excessivo desanimam bolsas dos EUA

Os principais índices bolsistas norte-americanos fecharam no vermelho, a acompanhar a tendência de queda que se generalizou hoje em todo o mundo.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Agosto de 2009 às 21:18
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Os principais índices bolsistas norte-americanos fecharam no vermelho, a acompanhar a tendência de queda que se generalizou hoje em todo o mundo.

A crescente convicção de que o “rally” dos últimos seis meses superou as perspectivas de crescimento dos resultados das empresas contribuiu para deprimir as bolsas, bem como um panorama menos positivo na China.

O Dow Jones encerrou a ceder 0,50%, fixando-se nos 9.496,28 pontos. O S&P 500 perdeu 0,81%, para 1.020,63 pontos, o que reduziu o sexto ganho mensal consecutivo deste índice. Das 500 cotadas no Standard & Poor’s 500, 415 encerraram em baixa.

O Nasdaq fixou-se nos 2.009,06 pontos, com uma desvalorização de 0,97%.

O Morgan Stanley terminou em queda, afectado pelo facto de de o Bank of America ter revisto em baixa o “rating” para as suas acções. O Citigroup também cedeu terreno, perdendo 4,21% para 5,01 dólares.

A Alcoa, maior produtora norte-americana de alumínio, bem como a ConocoPhillips, fecharam igualmente no vermelho, penalizadas pelo decréscimo nos preços dos metais industriais e do petróleo. O crude quebrou hoje a barreira dos 70 dólares, tanto em Londres como em Nova Iorque.

A Baker Hughes acompanhou a tendência de descidas, depois de ter anunciado a compra da BJ Services por 5,5 mil milhões de dólares. A BJ Services, por seu turno, subiu com firmeza.

Foi hoje divulgado que a actividade empresarial aumentou mais do que o previsto em Agosto nos EUA, dando novos sinais de que a economia poderá estar a entrar na via da recuperação. No entanto, as bolsas reagiram ao anúncio deste dado, elaborado pelo Institute for Supply Management-Chicago.

Segundo este organismo, o barómetro da actividade empresarial subiu para 50 pontos, o mais alto nível desde Setembro, contra 43,4 em Julho e contra uma estimativa de um aumento para 48 pontos. Quando está abaixo dos 50, assinala uma contração.

Na China, o índice accionista de referência Shangai Composite cedeu hoje 6,7%, para 2.667,75 pontos, a queda mais acentuada desde Junho de 2008, e entrou em “bear market”, devido aos receios de que um abrandamento no crescimento da concessão de empréstimos possa fazer descarrilar a retoma da terceira maior economia mundial. Além disso, o economista Andy Xie disse em entrevista à Bloomberg TV que o Shangai Composite poderá cair mais 25%, o que deprimiu os restantes mercados.

Veja também:

As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100


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