Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

China e subida das vendas a retalho deixam Wall Street com tendência indefinida

A evolução positiva das vendas a retalho, bem como a continuação da tendência positiva registada ao nível do mercado laboral, marcaram a manhã nos Estados Unidos, com Wall Street a abrir sem tendência definida no dia em que a China voltou a desvalorizar a sua divisa.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 14:39
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O índice Dow Jones iniciou a sessão desta quinta-feira, 13 de Agosto, a ceder 0,13% para 17.379,46 pontos, acompanhado pelo Standard & Poor's 500 que começou o dia a recuar 0,1% para 2.084,81 pontos.

Em sentido oposto, o índice tecnológico Nasdaq Composite iniciou a sessão a avançar ligeiros 0,08% para 5.048,566 pontos.

Ainda a concentrar as atenções dos investidores está a política cambial do banco central da China. Esta quinta-feira, a autoridade monetária chinesa decretou a terceira desvalorização cambial consecutiva, desta feita "cortando" 1,1% do valor do yuan face ao dólar.

 

No entanto, vários responsáveis do banco central chinês asseguraram que não irão permitir uma desvalorização acentuada do yuan, uma garantia que parece ter contribuído para, de alguma forma, acalmar os mercados. Confrontadas com um persistente abrandamento económico, as autoridades chinesas resolveram desvalorizar a divisa chinesa para tentar estimular o sector das exportações.

 

O número de pedidos de subsídios de desemprego permanece próximo de mínimos de 40 anos, o que a Bloomberg considera ser um sinal de que os despedimentos apresentam agora uma tendência mais moderada e que o mercado laboral da maior economia do mundo prossegue a sua recuperação.

 

Na semana que terminou a 8 de Agosto, o número de novos pedidos de subsídio de desemprego aumentou em 5 mil para 274 mil, segundo dados hoje divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano. No entanto, a Bloomberg sublinha que a média das últimas quatro semanas (uma medida da redução de postos de trabalho menos volátil) caiu para 266.250 na semana passada, o valor mais baixo dos últimos 15 anos.

 

Um outro relatório publicado esta quinta-feira pelo Departamento do Comércio, mostra que as vendas a retalho cresceram 0,6% em Julho, o que confirma a ideia de que se mantém uma tendência de criação de emprego que possibilita que os consumidores continuem a consumir e a contribuir para o crescimento da economia.

 

A recuperação da economia dos Estados Unidos mantém acesa a especulação em torno da data que a Reserva Federal irá escolher para determinar uma subida dos juros que permanecem em mínimos históricos. Esta quarta-feira, o presidente da Fed de Nova Iorque, William Dudley, afirmava que está a aproximar-se a altura em que a instituição presidida por Janet Yellen terá de aumentar a taxa de juro directora, ressalvando, porém, que o "timing" de tal decisão dependerá necessariamente dos dados económicos que venham ainda a ser revelados.

A cautela evidenciada por William Dudley parece ter sido hoje confirmada pela divulgação de um relatório por parte do Departamento do Trabalho que mostra sinais limitados de inflação. O preço das mercadorias e dos materiais importados caiu o,9% em Julho, o maior declínio registado desde Janeiro deste ano. Excluindo a evolução dos preços dos combustíveis, o custo dos bens importados pelos Estados Unidos recuou 2,6% desde Julho de 2014, a maior redução desde Outubro de 2009, quando ainda se faziam sentir de forma aguda os efeitos da crise financeira internacional. 

(Notícia actualizada às 14h46)

Ver comentários
Saber mais Wall Street Dow Jones Nasdaq Standard & Poor's 500 Departamento do Trabalho Departamento do Comércio Estados Unidos Reserva Federal William Dudley Janet Yellen
Outras Notícias