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China encerra milhares de contas ilegais na bolsa

O regulador de mercado chinês detectou mais de três mil contas a operar de forma ilegal no mercado accionista, tendo encerrado algumas destas contas. A bolsa de Xangai recuou pela segunda sessão consecutiva.

Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 12:44
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A China Securities Regulatory Commission (CSRC) detectou 3.255 contas a operar de forma ilegal no mercado de acções, anunciou o regulador chinês em comunicado, citado pela Lusa. O regulador determinou o encerramento de algumas destas contas e exigiu que as restantes operem de forma ilegal. Mais duas mil contas, com títulos no valor de 187 mil milhões de yuans (26 mil milhões de euros), estão a ser investigadas.

As violações incluem investidores que utilizaram nomes falsos para registar contas e mecanismos que facilitam a negociação com margem, fora da supervisão do regulador, indica a Lusa.

Apesar da intenção do regulador de estabilizar a bolsa, o índice de Xangai recuou esta terça-feira, pela segunda sessão consecutiva, com uma quebra de 36% do volume de acções negociadas, face à média dos últimos 30 dias. O Shanghai Composite Index encerrou a cair 3,52%, elevando para 6,1% a perda em dois dias.

O encerramento forçado das contas pressionou a confiança dos investidores, dizem os analistas. "Estes fundos ilegais podem não influenciar [directamente] o mercado tendo em conta o seu tamanho total, mas a redução concentrada pode adicionar volatilidade ao mercado, no curto prazo", comentou Jacky Zhang, analista do Bank of China (BOC) International, citado pelo Wall Street Journal.

O regulador do mercado de capitais da China anunciou também, na segunda-feira, a aplicação de coimas a cinco corretoras na China por operações ilegais. A Haitong Securitties - que comprou o BESI-, a Huatais Securitires, a Guangfa Securities, a Founder Securities e a Zheshang Futures são as cinco corretoras alvo de coimas.

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