Fundos de investimento China pretende aliviar limites ao investimento de fundos estrangeiros

China pretende aliviar limites ao investimento de fundos estrangeiros

As autoridades chinesas pretendem aliviar as regras que permitem a entrada e saída de capital de fundos estrangeiros no país, de modo a promover uma maior abertura do seu mercado de capitais.
China pretende aliviar limites ao investimento de fundos estrangeiros
Qilai Shen/Bloomberg
Patrícia Abreu 03 de fevereiro de 2016 às 11:54

O banco central chinês pretende aliviar as regras que limitam a entrada e saída de fundos estrangeiros no país, numa tentativa de abrir os seus mercados de capitais, avança a Bloomberg.


No centro do tumulto financeiro, a China está a preparar novas medidas para travar o pessimismo em torno do país e tentar captar novo investimento. Segundo a Bloomberg, que cita fontes próximas das negociações, as alterações que estão a ser ponderadas pelas autoridades seriam aplicadas a fundos que se esquadram no esquema de investidores institucionais estrangeiros qualificados, que garante quotas para o investimento em acções e obrigações chinesas.


Entre as alterações estaria a possibilidade de períodos de lock-up (no qual não se pode vender as acções) mais relaxados e as instituições também teriam maior visibilidade sobre quando poderiam investir no país.


A crise nos mercados accionistas da China poderá, assim, estar a acelerar os planos das autoridades do país para abrir o seu mercado de capitais a estrangeiros. Os investidores domésticos dominam a negociação na China, estando apenas uma pequena parcela do capital nas mãos de estrangeiros.


As mudanças permitiriam aos fundos estrangeiros resgatar as suas posições na China numa base diária, ao contrário do que acontece actualmente, em que estão reféns de um bloqueio de uma semana ou um mês.


As regras actuais apenas permitem que estes fundos invistam de uma só vez o valor permitido pela sua quota, uma situação que poderá mudar. O objectivo é que os investidores institucionais estrangeiros possam investir a sua quota em vários negócios.


Questionado pela Bloomberg, o Banco da China não comentou estas alterações.




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