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Citigroup: Exigência de Seguro para renegociar memorando baixa probabilidade de acordo

Banco de investimento conclui que cresce a probabilidade de ocorrerem eleições antecipadas e que parece cada vez menos provável que o actual Governo consiga sobreviver à actual crise política.

Jorge Paula/Correio da Manhã
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 11:05
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O pedido de António José Seguro para que os termos do memorando de entendimento assinado com a troika sejam revistos diminui a possibilidade de um acordo entre os três partidos do arco da governação.

 

A conclusão é do Citigroup, que devido a esta posição do maior partido da oposição, acredita que “aumentam as probabilidades de ocorrerem eleições antecipadas como saída para a actual turbulência política”.

 

Os juros da dívida pública portuguesa registaram fortes subidas na sexta-feira, aproximando-se dos 8% na maturidade a 10 anos, com os investidores a reagirem de forma negativa às palavras de Seguro no debate do Estado da Nação.

 

O líder do PS apenas reiterou, tal como tem feito nos últimos meses, que o seu partido defende a renegociação do termos do memorando, mas tal foi suficiente para assustar os investidores, que antevêem agora uma relação mais difícil da troika com as autoridades portuguesas.

 

Esta segunda-feira, as taxas de juro das obrigações portuguesas encontram-se a descer nas principais maturidades, dos 5 e 10 anos, e também a 30 anos. Nas restantes maturidades, os juros encontram-se a subir, depois de ontem PS, PSD e CDS terem iniciado, formalmente, as negociações para corresponder ao repto de compromisso de salvação nacional lançado pelo Presidente da República. O objectivo passa por fechar um acordo até ao próximo Domingo.

 

Apesar destas negociações, o Citigroup diz que “parece cada vez menos provável que a coligação dos dois partidos conservadores (PSD e CDS) e que governaram o país nos últimos dois anos, consiga sobreviver” a esta crise política.

 

Numa nota também a comentar a crise política em Portugal, o Société Générale diz que o risco de contágio da turbulência vivida no mercado secundário da dívida portuguesa, aos títulos dos restantes países periféricos, é “limitado”.

 

 

 

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