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Citigroup prevê mais cortes de "rating" se não forem adoptadas novas medidas

Banco de investimento norte-americano considera "muito prováveis" novos cortes de "rating" na Zona Euro ainda este ano.

Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 16:17
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O Citigroup, um dos maiores bancos de investimento do mundo, acredita que a Europa poderá assistir a novas descidas de “rating” ainda este ano, se não forem tomadas novas medidas para controlar os efeitos da crise da dívida na região.

Num comunicado sobre as consequências da actuação da Standard & Poor’s, citado pelo Expansión, o Citigroup considera que as descidas são “relevantes” e não traduzem uma boa notícia, já que podem minar o apetite dos investidores pelo risco, e aumentar a pressão sobre o capital dos bancos.

Em relação aos casos de França e da Áustria, que perderam a notação máxima (AAA), o banco defende que o “downgrade” já estava a ser descontado no mercado, e não prevê uma subida “significativa” das yields, em relação a ambos os países. Para além disso, acredita que a decisão não terá um impacto “excessivamente negativo” nos diferenciais face à Alemanha.

No caso de Espanha e Itália, o banco considera que as consequências poderiam ter sido piores, depois do corte de dois níveis decidido pela S&P, e que as próximas emissões de dívida serão um barómetro importante para avaliar a confiança nestas economias.

De acordo com o Citigroup, o mais importante é a evolução da resposta política da Europa à crise, pelo que a participação privada no resgate da Grécia e a próxima cimeira europeia serão muito mais relevantes para as dinâmicas da dívida, do que os cortes de “rating” da S&P.

Assim, uma falha por parte dos políticos europeus na hora de dar “passos importantes” para reduzir e financiar a dívida, conduzirá, provavelmente, a novas descidas de “rating”.
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