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Clientes da Schroders preferem acções e «hedge funds»

As obrigações estão definitivamente “out”. Num inquérito aos participantes da conferência internacional da Schroders, a decorrer no Porto, sobre as suas opções para investimento até ao fim de 2006 e nos próximos dois anos, ganharam sempre as acções: 60%

Luísa Bessa lbessa@mediafin.pt 28 de Abril de 2006 às 10:20
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As obrigações estão definitivamente "out". Num inquérito aos participantes da conferência internacional da Schroders, a decorrer no Porto, sobre as suas opções para investimento até ao fim de 2006 e nos próximos dois anos, ganharam sempre as acções: 60% das preferências em 2006 e 40% para os dois anos seguintes, período para o qual os "hedge funds" emergiram como segunda escolha, com 30%.

As preferências dos investidores casam bem com a política de gestão de activos da sociedade. O economista-chefe Keith Wade disse ao "Jornal de Negócios" que, "no âmbito da alocação de activos da Schroders, a visão é: neutral em acções, em linha com os mercados; "underweight" em obrigações, porque a pressão vai continuar com as taxas de juro e os "yield" muito baixos. O "cash" (depósitos e fundos de tesouraria)pode ser a melhor alternativa para certos mercados".

"A razão porque os mercados de acções estão a crescer rapidamente é devido a grandes melhorias nos lucros das empresas. Os rácios entre as cotações e os lucros [PER] ainda estão a níveis razoáveis", considerou. Inquirido sobre se esta evolução não pré-anuncia uma "bolha especulativa", Wade relativiza:

"O ambiente é estável macroeconomicamente falando, não há um grande problema com a inflação, as taxas de juro estão a subir mas ainda relativamente baixas e isso encoraja as pessoas a comprarem activos de maior risco. Esse ambiente não pode durar indefinidamente. Há sempre o risco de uma bolha e penso que podemos estar a assistir a algo parecido nas "commodities" e talvez em alguns países emergentes, como a Índia. Acho que ainda estamos muito longe disso nos mercados desenvolvidos, porque teríamos de ter PER muito superiores àqueles que temos agora".

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