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CMVM exige OPA sobre Tertir mas principal accionista recusa

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ordenou à RL- Sociedade Gestora de Participações Sociais a divulgação imediata de anúncio preliminar de lançamento de uma OPA sobre a totalidade das acções da Tertir- Terminais de Portugal. A RL diz que

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 15 de Março de 2006 às 13:06
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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ordenou à RL- Sociedade Gestora de Participações Sociais a divulgação imediata de anúncio preliminar de lançamento de uma OPA sobre a totalidade das acções da Tertir- Terminais de Portugal. A RL diz que discorda das ordens que lhe foram dadas.

De acordo com o comunicado da Tertir, a CMVM ordenou também o lançamento de uma OPA da RL sobre a Ternor- Sociedade de Exploração de Terminais.

O Grupo Tertir actua nas áreas de terminais rodo-ferroviários de mercadorias, no sector portuário e nos serviços de trânsito, transporte e distribuição, serviços ligados à navegação e carga aérea.

De acordo com a informação publicada no site da empresa, a Ternor seria o principal accionista do grupo com uma participação de 32,86% dos direitos de voto, a RL detinha 24,84% e a Parpública 24,14%.

O supervisor do mercado diz que a RL detém já uma participação qualificada de 57,99% dos direitos de voto da Tertir e uma de 53,53% dos direitos de voto na Ternor.

Uma empresa é obrigada a lançar uma OPA sobre outra quando ultrapassa uma participação de 33,3% nesse capital.

A RL diz ter informado a CMVM de «discordar das ordens que lhe foram dadas, que pretende impugnar pelos meios legais ao seu dispor, tendo já na presente data reclamado e pedido a suspensão das mesmas».

As acções da Tertir, que este ano já valorizam mais de 90%, foram suspensas de negociação em bolsa esta manhã.

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