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«Commodities» continuam a fixar máximos

As cotações do ouro atingiram o nível mais alto dos últimos 25 anos em Londres, com os investidores a optarem por este metal amarelo como valor-refúgio à medida que aumentam as tensões entre a comunidade internacional e o Irão devido ao seu programa nucle

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Janeiro de 2006 às 16:54
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As cotações do ouro atingiram o nível mais alto dos últimos 25 anos em Londres, com os investidores a optarem por este metal amarelo como valor-refúgio à medida que aumentam as tensões entre a comunidade internacional e o Irão devido ao seu programa nuclear – uma vez que os preços do petróleo podem aumentar e acelerar a inflação.

O ouro para entrega imediata ganhou 0,6%, fixando-se em 571,46 dólares por onça, o máximo valor desde Janeiro de 1981. A casa de investimento JPMorgan Chase já reviu em alta as suas previsões, dizendo que o outro poderá ultrapassar os 800 dólares por onça num prazo de dois anos caso se os preços do crude disparem. Esta subida de hoje do ouro, bem como das companhias auríferas, fez com que a Bolsa da África do Sul atingisse um novo máximo.

A UBS AG, maior banco europeu por activos, também elevou as suas previsões de preços para o ouro, zinco e alumínio, devido ao crescente investimento em «commodities» numa altura em que a produção não consegue manter-se a par com a procura.

Entretanto, o zinco também fixou um novo recorde no mercado londrino, devido a receios de que uma perturbação nas minas no Perú e no México possam intensificar a escassez deste metal de base em 2006. O zinco para entrega a três meses subiu 1,3%, para 2.330 dólares por tonelada, batendo por 10 dólares o anterior recorde de 26 de Janeiro.

A este dia de subidas juntou-se também o cobre, que se aproximou de um novo máximo em Londres, na sequência dos receios de que a produção mineira mundial não esteja a conseguir corresponder à procura em países como a China – o maior utilizador do mundo deste metal. Os «stocks» de cobre monitorizados pela Bolsa Londrina de Metais (LME) caíram pelo oitavo dia consecutivo, para 97.600 toneladas, o que corresponde a menos de três dias de consumo global.

O cobre para entrega a três meses ganhou 0,2% no LME, estabelecendo-se em 4.850 dólares por tonelada, muito perto do recorde de 4.865 dólares atingido a 27 de Janeiro.

Relativamente ao açúcar, os futuros desta «commodity» subiram «muito e demasiadamente depressa», podendo por isso registar uma quebra depois de já se terem negociado no mais alto valor dos últimos 16 anos em Londres e dos últimos 15 anos em Nova Iorque, segundo a Sucden.

Os preços do açúcar refinado ganharam 25% entre 9 e 27 de Janeiro no mercado londrino, ao passo que o açúcar bruto ganhou 27% na praça nova-iorquina, uma vez que a subida do custo do crude fez aumentar a procura de etanol – que provém da cana de açúcar. «A rápida subida deu a impressão, a alguns de nós, que o mercado está numa bolha», segundo os analistas daquela sociedade de corretagem londrina.

O açúcar refinado para entrega em Março registou um acréscimo de 1,5% hoje em Londres, para 434,4 dólares por tonelada. A 27 de Janeiro, as cotações chegaram aos 439 dólares, o preço «intraday» mais elevado desde 25 de Maio de 1990 para um contrato perto do prazo de expiração.

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