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Como complicar a vida aos “maus da fita”? Acabar com as notas de valor elevado

O antigo presidente-executivo do Standard Chartered, Peter Sands, defendeu num estudo que eliminar as notas com valor mais alto complicaria a vida aos “maus da fita”.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 17:04
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Acabar com as notas de 500 euros, de 100 dólares, de mil francos suíços e de 50 libras. É a proposta de um estudo liderado pelo antigo presidente executivo do Standard Chartered, Peter Sands. "Estas notas são o mecanismo de pagamento preferido daqueles que seguem actividades ilícitas, dado o anonimato e a ausência de registos de transacção que oferecem, e a relativa facilidade com que podem ser transportadas", refere o estudo, intitulado "Tornar a vida mais difícil para os maus da fita".

A equipa liderada por Peter Sands defende que "ao eliminar as notas de valor mais elevado tornaríamos a vida mais difícil para aqueles que se envolvem em evasão fiscal, crime financeiro, financiamento do terrorismo e corrupção". E explica que "sem poderem usar as notas de valor mais elevado, os envolvidos em actividades ilícitas – os 'maus da fita' do nosso título – enfrentariam maiores custos e teriam um maior risco de serem detectados". Para os autores do estudo, ao acabar com este tipo de notas, conseguiria criar-se problemas aos "modelos de negócio" dos que estão envolvidos em actividades ilícitas.

Esta proposta surge após a constatação de que apenas 1% dos fluxos financeiros com origem ilícita são apanhados. "Os fluxos de crimes financeiros globais estimam-se em dois biliões de dólares por ano. Da corrupção totaliza outro bilião de dólares", refere o estudo. E, indica o relatório, apesar "dos elevados investimentos em sistemas de vigilância das transacções, apenas 1% dos fluxos financeiros ilícito é apanhado".

O BCE está a estudar se deve acabar com as notas de 500 euros, após anos de debate sobre se o banco central deveria ou não seguir esse caminho.

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