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Fecho dos mercados: Confiança nos EUA trava quedas nas bolsas, Clinton puxa pelo peso e Irão afunda petróleo

As bolsas europeias fecharam ligeiramente acima da linha de água após a confiança dos investidores nos EUA ter regressado a níveis anteriores à crise de 2008.

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Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 27 de Setembro de 2016 às 17:26
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Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,01% para 4.520,61 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,06% para 340,19 pontos

S&P 500 avança 0,40% para 2.154,73 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal subiu 2,8 pontos base para 3,409%

Euro desce 0,41% para 1,1208 dólares

Petróleo cai 3,51% para 45,69 dólares por barril em Londres

 

Confiança nos EUA estanca perdas nas bolsas

As bolsas europeias interromperam a sequência de duas sessões de perdas. Apesar de ter negociado abaixo da linha de água durante quase toda a sessão, o índice europeu Stoxx 600 encerrou com um ganho ligeiro de 0,06% para 340,19 pontos. A recuperação ocorreu depois de terem sido divulgados nos EUA os dados sobre a confiança dos investidores, que regressaram a níveis que não eram atingidos desde 2007. Do outro lado do Atlântico, o S&P 500 seguia a valorizar 0,40% para 2.154,73 pontos.

Na Europa, os sectores com melhor desempenho foram os de viagens e lazer, bebida e alimentações e de bens de consumo de primeira necessidade. Estas valorizações permitiram compensar a descida das cotadas do sector petrolífero, arrastadas pela queda acima de 3% da matéria-prima. Já a banca deslizou 0,17%, estancando as desvalorizações expressivas da sessão desta segunda-feira.

A bolsa nacional não acompanhou a recuperação das pares europeias. O PSI-20 perdeu 1,01% para 4.520,61 pontos, com a Sonae, o BCP e a Galp a cederem mais de 2%.

 

Taxa a dez anos acima de 3,4%

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos subiu pela terceira sessão consecutiva. A "yield" aumentou 2,7 pontos base para 3,408%. Num cenário de aversão ao risco, as obrigações italianas também foram penalizadas. A taxa a dez anos aumentou 2,4 pontos base para 1,208%, numa altura em que se aproxima o referendo constitucional, agendado para o início de Dezembro. Já os juros implícitos da dívida espanhola caíram dois pontos base para 0,898%.

A dívida alemã continua a ser procurada, com a incerteza a levar os investidores a procurarem refúgio. A taxa germânica a dez anos caiu 2,3 pontos base para -0,139%. A par da subida da taxa portuguesa, este factor levou a um agravamento do risco da dívida nacional para 354,8 pontos base.

Euribor com direcções distintas

As taxas Euribor tiveram desempenhos distintos. A Euribor a três meses subiu 0,2 pontos base para -0,301%, segundo dados da Lusa. Já o indexante a seis meses caiu 0,2 pontos base para -0,201%. A taxa a 12 meses não sofreu alterações, mantendo-se em -0,060%.

Peso mexicano ganha com desaire de Trump

O peso mexicano aparenta ser uma das divisas mais sensíveis ao desfecho das presidenciais nos EUA. A moeda valoriza 2,17% face à nota verde, com cada dólar a valer 19,455 pesos. Isto depois de ter sido considerado que Donald Trump perdeu o primeiro debate com Hillary Clinton. "Quanto mais forte Hillary estiver e quanto maior for a sua probabilidade de vitória, melhor para o peso", considerou Eduardo Suares, estratego do Bank of Nova Scotia, citado pela Bloomberg. Apesar de perder face ao peso, os dados positivos nos EUA dão um ganho à nota verde de 0,41% contra a moeda única. Cada euro vale 1,1208 dólares.

Petróleo afunda com falta de entendimento na OPEP

Os preços do petróleo registam descidas significativas. O barril de Brent cede 3,51% para 45,69 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 3,53% para 44,31 dólares. Isto depois de o Irão ter sinalizado, durante a reunião informal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que não está disposto a congelar a produção. Pretende mesmo aumentar a sua produção, disse o ministro iraniano do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, em entrevista à Bloomberg TV esta terça-feira.

Consumidores mais confiantes tiram brilho ao ouro

A recuperação da confiança dos consumidores nos EUA retirou força ao ouro. O metal amarelo perde 0,83% para 1.326,83 dólares. Os dados económicos positivos na maior economia do mundo reforçam a probabilidade da subida de juros por parte da Fed, o que retira brilho ao metal precioso. Além disso, alguns participantes do mercado citados pela Bloomberg indicam que a procura pela segurança do ouro também foi travada, após Hillary Clinton ter sido considerada a vencedora no primeiro frente a frente com Donald Trump. 

 

Destaques do dia

Fitch: Corte de custos do Caixabank no BPI pode encorajar outros bancos. A agência de notação financeira considera que a desblindagem de estatutos do BPI é positiva para o sector financeiro português, que necessita de mais cortes de custos para impulsionar os resultados.

Banca europeia com pior ano desde a crise de dívida. O índice europeu que agrupa os maiores bancos tem este ano o pior desempenho desde 2011. Perde um quarto do valor.

Merkel espera que "problemas temporários" no Deutsche Bank sejam resolvidos. A chanceler alemã fez uma curta declaração sobre o maior banco alemão, que continua em queda na bolsa e a assustar os investidores.

FMI: Munições dos bancos centrais para combater a estagnação estarão perto do fim. Boa parte do mundo desenvolvido, onde as taxas de juro são praticamente nulas, corre o risco de ver-se contagiado pela doença que há décadas trava a economia do Japão.

BBVA corta estimativa de crescimento de Portugal para 1% este ano. O BBVA reviu em baixa as suas estimativas de crescimento para Portugal. Este ano a economia só deverá crescer 1%, menos quatro décimas do que a previsão anterior. Para 2017, as previsões são também menos optimistas.

CTT em novo mínimo já perde mais de 30% este ano. As acções dos CTT estão novamente em queda, negociando pela primeira vez abaixo dos seis euros desde 2014.

Irão não quer acordo em Argel para estabilizar produção. Petróleo desce 1,5%. O ministro do Petróleo do Irão diz que, pelo contrário, o seu país quer aumentar a produção para 4 milhões de barris por dia. "Não está na nossa agenda chegar a um acordo nestes dois dias", garantiu Zanganeh.

Interesse na compra do Twitter leva acções a disparar mais de 26% em três dias. Os títulos do Twitter estão a ganhar quase 8% na bolsa de Frankfurt, depois da forte valorização registada na sexta-feira. Na origem dos ganhos estão as notícias que dão conta do interesse da Disney, Google e Salesforce na compra da companhia.

O que vai acontecer amanhã

INE divulga impostos e taxas com relevância ambiental, em 2015.

Decorre a reunião informal da OPEP, com vista a decidir um possível acordo para congelar a produção nos níveis actuais

São divulgados nos EUA os dados sobre as encomendas de bens duradouros, em Agosto.

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