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Conflitos na Líbia elevam petróleo a máximos de dois anos

Os preços do petróleo mantêm a tendência de ganhos e seguem no valor mais elevado em mais de dois anos, a reflectir os receios de que os conflitos na Líbia se traduzam numa interrupção da produção.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 08:08
Em Nova Iorque, o contrato para Março do West Texas Intermediate (WTI), que expira hoje, transacciona nos 93,93 dólares, depois de já ter chegado a negociar nos 94,49 dólares por barril. Já em Londres, o Brent do Mar do Norte, ganha 2,24% para os 108,11 dólares por barril, o valor mais elevado desde Setembro de 2008.

Os conflitos na Líbia têm vindo a agudizar-se nos últimos dias, numa altura em que alguns soldados começam a desertar e alguns diplomatas a abandonar o seu cargo, devido à violência que tem sido cometida contra os manifestantes.

“O petróleo está a ser comprado devido ao risco de que este contágio se venha a espalhar pelo Médio Oriente”, afirmou à agência Bloomberg Jonathan Barratt, director do Commodity Broking Services.

As estimativas publicadas pelo Goldman Sachs, e citadas pela agência Bloomberg, revelam que o Brent, crude de referência para a Europa, poderá negociar entre os 105 e os 110 dólares por barril nas próximas semanas, se a incerteza na Líbia se mantiver.

O responsável pela área de “research” de “commodities” do banco de investimento, Jeffrey Currie, sublinhou que os preços podem atingir um recorde se os conflitos se espalharem para os maiores produtores no Médio Oriente, como a Arábia Saudita. O mesmo especialista adiantou que a questão chave se prende com o risco de contágio, pelo que os “preços podem testar máximos históricos”.

A Líbia que detém as maiores reservas de crude no continente africano e produziu 1,6 milhões de barris de petróleo por dia, em Janeiro, o equivalente a cerca de 8% do consumo nos Estados Unidos.


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