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Consórcio da Galp Energia arremata sete blocos para exploração no Brasil

A Galp Energia aumentou para sete o número de blocos para exploração no Brasil conquistados na nona ronda de licitação de blocos exploratórios promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Depois da Bacia de Santos, a petrolífe

Paulo Moutinho 28 de Novembro de 2007 às 07:26
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A Galp Energia aumentou para sete o número de blocos para exploração no Brasil conquistados na nona ronda de licitação de blocos exploratórios promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Depois da Bacia de Santos, a petrolífera lusa comprou mais três na Bacia de Santos e quatro na de Pernambuco-Paraíba.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ao início da noite de ontem, a empresa liderada por Ferreira de Oliveira revelou que os consórcios que integra compraram um total de sete blocos para exploração no Brasil, num investimento global de 128,9 milhões de reais (47,1 milhões de euros).

Na Bacia de Campos, tal como a empresa já tinha revelado a meio da tarde de ontem, a Galp, num consórcio do qual fazem parte a Petrobrás e a colombiana Ecopetrol, do qual detêm 47,5% e 37,5%, respectivamente, e a companhia lusa o restante, comprou o Bloco C-M-593, "localizado numa zona de elevado potencial e de águas pouco profundas".

Por este bloco, o consórcio pagou 15,3 milhões de reais (5,6 milhões de reais), já pelos três blocos conquistados na Bacia de Santos (Bloco S-M-1162, Bloco S-M-1163 e Bloco S-M-1227), a petrolífera, em parceria com a Petrobrás e a Queiroz Galvão Óleo e Gás despendeu 106 milhões de reais (38,8 milhões de euros). Neste consórcio, a Galp detém 20%, a Petrobrás 60% e a Queiroz Galvão os restantes 20%.

A estes juntam-se ainda mais três blocos (Bloco PEPB-M-783, Bloco PEPB-M-837 e o Bloco PEPB-M-839), na Bacia de Pernambuco-Paraíba. Ao contrário dos anteriores, estes blocos "encontram-se localizados numa zona denominada ‘nova fronteira’", revela a empresa em comunicado, acrescentando que "o prémio pago por estes três blocos totalizou 7,6 milhões de reais" (2,78 milhões de euros).

Nestes blocos, na Bacia Pernambuco-Paraíba, o consórcio vencedor é composto pela brasileira Petrobrás, operador com uma participação de 80%, e pela Galp Energia com 20%.

A parceria da Galp com a Petrobrás na exploração de petróleo no Brasil tem dado resultado. Recentemente, a companhia liderada por Ferreira de Oliveira anunciou uma grande descoberta petrolífera no país. O fim da prospecção do poço do Tupi Sul, no Brasil, revelou que as reservas de gás natural e de petróleo daquele poço estão avaliadas entre cinco e oito mil milhões de barris.

Esta descoberta fez disparar a cotação dos títulos da petrolífera (cerca de 25%) que atingiram a marca histórica de 15,43 euros, com várias casas de investimento a reverem as suas estimativas para a empresa de forma a reflectir a descoberta do consórcio no qual a Galp detém 10%. A Petrobrás e a BG Group são as outras companhias do consórcio.

Ontem, e na perspectiva de que dos blocos agora adquiridos possam resultar novas descobertas, as acções da Galp Energia [galp pl] voltaram a registar uma valorização acentuada. Os títulos da companhia encerraram em alta de 3,54% para 14,05 euros.

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