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Correcção da EDP faz recuar PSI-20

A bolsa nacional mantém a tendência negativa verificada na abertura da negociação de hoje, com a Energias de Portugal a pressionar o índice ao corrigir da forte subida de ontem. O PSI-20 descia 0,34% e acompanhava a tendência das congéneres europeias, num

Paulo Moutinho 03 de Outubro de 2006 às 10:54
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A bolsa nacional mantém a tendência negativa verificada na abertura da negociação de hoje, com a Energias de Portugal a pressionar o índice ao corrigir da forte subida de ontem. O PSI-20 descia 0,34% e acompanhava a tendência das congéneres europeias, numa sessão em que a Portugal Telecom voltou aos ganhos.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] descia para os 10.327,12 pontos, depois de ontem ter fixado um novo máximo de mais de cinco anos e meio, numa sessão em que doze dos vinte títulos que compõem o PSI-20 recuam, quatro sobem e outros quatro estão inalterados.

A bolsa nacional acompanha assim as desvalorizações verificadas nas congéneres europeias, com os mercados a corrigirem de máximos de cinco anos devido aos receios de que um abrandamento do crescimento da economia venha a reduzir os lucros das cotadas.

Na Euronext Lisbon, a EDP [edp] volta a destacar-se, hoje pela negativa. A eléctrica nacional seguia a perder 2,28% para os 3,43 euros, corrigindo dos fortes ganhos registados ontem e que levaram os títulos da empresa liderada por António Mexia a atingir um novo máximo de Setembro de 2000 nos 3,54 euros.

Também em queda, e a contribuir para a descida do índice principal, estavam os títulos do Banco Espírito Santo [besnn] que recuavam 0,33% para os 12,00 euros.

Na edição de hoje, o Jornal de Negócios noticia que o BES passou a ser o segundo maior accionista da Portugal Telecom, logo a seguir aos espanhóis da Telefónica, com a alienação de 9,6 milhões de títulos pela Brandes Investments Partners que passou a ser a terceira na estrutura da PT.

As acções da operadora seguiam a subir 0,31% para 9,82 euros, depois de duas sessões consecutivas de quedas, impedindo assim maiores perdas do índice principal.

A empresa que lançou a OPA à PT, a Sonaecom [snc] está a negociar em sentido inverso. Os títulos da operadora liderada por Paulo Azevedo seguem a desvalorizar 1,12% para os 5,32 euros, pela primeira vez desde o "OK" da Autoridade da Concorrência.

Este parecer da entidade presidida por Abel Mateus, que deu "luz verde" à fusão das operadoras móveis, mereceu a classificação de "escandaloso" por parte do "Wall Street Journal". O jornal afirma na coluna "Breaking views", que "agora a Sonaecom tem de persuadir os donos da PT do seu plano".

Em destaque nesta sessão estão também a Altri [altr] e a Novabase [nba]. A empresa de pasta e papel aprecia 0,6% para os 3,35 euros, enquanto a tecnológica, que continua a liderar a lista de acções com maior potencial de valorização do Millennium, sobe 0,18% para 5,70 euros.

A ParaRede [para] regista uma queda de 3,85% para os 0,25 euros. Fora do PSI-20, a Teixeira Duarte [txde] soma 1,7% para o 1,79 euros.

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