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Cotação do petróleo em alta devido ao aumento da tensão entre Ucrânia e Rússia

O aumento da tensão entre a Ucrânia e a Rússia está a impulsionar o preço da matéria-prima.

Diogo Ferreira Nunes diogonunes@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 13:12
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A cotação do barril de Brent, transaccionado em Londres, está a valorizar 0,55% para 106,40 dólares. Apesar de a Líbia já ter retomado a produção normal de petróleo, o aumento da tensão entre a Ucrânia e a Rússia está a provocar a subida da cotação da matéria-prima.

 

"O risco geopolítico está a subir devido ao aumento da tensão entre a Ucrânia e a Rússia”, refere o analista da SEB AB, Bjarne Schieldrop, citado pela Bloomberg. Moscovo alertou esta manhã que há o risco de uma "guerra civil" na região ucraniana de Donetsk, depois de Kiev ter reforçado a presença policial no local.

 

Esta terça-feira, dia 7 de Abril, manifestantes pró-russos chegaram a ocupar a sede do governo da região e a proclamar a independência da “República Independente de Donetsk”.

 

Para o analista do Raiffeisen Bank International, Hannes Loacker, "se o conflito não se agravar" entre a Rússia e a Ucrânia, "não esperamos que esta situação aumente os preços do petróleo", comentou, citado pela Bloomberg.

 

As notícias sobre a Líbia apenas têm aliviado a subida do Brent. Depois do acordo assinado entre o governo e os rebeldes, o país deverá retomar os níveis normais de produção petrolífera. No entanto, não voltará ao ritmo diário de 1,3 milhões de barris: "As notícias na Líbia mudam todos os dias, de boas para más e vice-versa", referiu Loacker, citado pela Bloomberg.

 

No mês passado, em Março, a produção caiu abruptamente de 1,4 milhões para 250 mil barris por dia. O país chegou mesmo a ser o país com mais baixa produção dos 12 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

 

Estados Unidos antecipam queda das reservas

 

O West Texas Intermediate (WTI) está a subir 0,97% para 101,41 dólares. A justificar este aumento está a queda das reservas de combustível na última semana.

 

Os especialistas consultados pela Bloomberg estimam que nos últimos sete dias as reservas de combustível baixaram em um milhão de barris. O mercado aguarda pelos dados da Agência de Informação Energética (EIA), que serão divulgados amanhã.

 

"As reservas de combustível estão a atingir um mínimo de cinco anos, apesar de as refinarias estarem a reforçar a sua operação depois de terem completado o período de manutenção", referiu o analista da Samsung Futures, Hong Sung Ki. O especialista prevê que as cotações do WTI fiquem "ligeiramente acima dos 100 dólares durante algum tempo".

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