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Cotadas com exposição são mais promissoras

O director da gestão de activos do Banco Carregosa, João Pereira Leite, considera que as cotadas nacionais "cujas receitas dependam de outras economias" poderão ter um "desempenho bolsista promissor". O responsável aponta como "boas oportunidades de investimento" cotadas de "países europeus com maiores problemas de endividamento".

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 01 de Abril de 2010 às 12:08
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O director da gestão de activos do Banco Carregosa, João Pereira Leite, considera que as cotadas nacionais “cujas receitas dependam de outras economias” poderão ter um “desempenho bolsista promissor”. O responsável aponta como “boas oportunidades de investimento” cotadas de “países europeus com maiores problemas de endividamento”.

A bolsa nacional não resistiu aos receios em torno das contas públicas. Poderemos esperar uma recuperação mais forte nos próximos meses?

Para o caso das cotadas nacionais, que dependam da dinâmica interna da economia portuguesa, não temos muitas expectativas de subida, porque o país vai enfrentar três anos difíceis em termos orçamentais e as medidas anunciadas terão necessariamente um efeito recessivo sobre a economia. Já para empresas cujas receitas dependam de outras economias, o desempenho bolsista é mais promissor.

Também é verdade que há empresas cujo preço foi penalizado apenas pelo facto de terem exposição ao mercado português e cuja desvalorização não se justificava, criando uma boa oportunidade de investimento com valor. Mas esse não é um fenómeno apenas nacional.

Que assuntos vão dominar a negociação nos próximos meses?

A situação da Grécia é a mais urgente, mas o tema das contas públicas em geral vai seguramente ser o tema mais presente nas inquietações dos investidores nos próximos meses. Até porque não se esperam melhorias nos próximos dois anos e existem casos igualmente preocupantes: desde logo o Reino Unido e os EUA, pela sua dimensão.

Onde é que identifica oportunidades de compra neste momento?

As oportunidades de compra em acções estão na Europa, onde detectamos mais potencial de subida. Existem boas oportunidades de investimento em cotadas nos países europeus com maiores problemas de endividamento. Olhando para um título concreto: a Telefónica. É um valor defensivo, com um dividendo de 7% e uma subida anual nos últimos cinco anos de 10%. Não nos parece cara. Além disso, mais de 50% das suas receitas vêm da América Latina.

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