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Crédit Agricole pondera OPA sobre a Société Générale

O Crédit Agricole, segundo maior banco francês por activos, está a nomear conselheiros para explorar o lançamento de uma possível Operação Pública de Aquisição (OPA) sobre a Société Générale, que na semana passada anunciou uma gigantesca fraude alegadamen

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 13:17
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O Crédit Agricole, segundo maior banco francês por activos, está a nomear conselheiros para explorar o lançamento de uma possível Operação Pública de Aquisição (OPA) sobre a Société Générale, que na semana passada anunciou uma gigantesca fraude alegadamente praticada por um operador.

Segundo a Bloomberg, o Crédit Agricole pediu ao seu próprio banco de investimento Calyon and Lazard para trabalhar numa possível abordagem amigável, referiram quatro pessoas familiarizadas com o processo e que recusaram identificar-se por se tratar de um assunto confidencial.

O Citigroup também poderá estar interessado, afirmaram duas dessas pessoas. Ontem, a Reuters e a Bloomberg anunciaram que o BNP Paribas também está a ponderar o lançamento de uma OPA sobre a Société. O Governo de Sarkozy, por seu lado, já mostrou que deseja que a Société se mantenha em mãos francesas.

O "chairman" do BNP, Michel Pebereau, lançou uma OPA hostil sobre a Société Générale e sobre o Paribas em 1999, de forma a bloquear uma fusão amigável entre ambos. Acabou por conseguir ficar com o Paribas, mas o mesmo não aconteceu com a Société Générale. Desde então que tem havido alguma especulação em torno da possível fusão dos dois bancos. O seu irmão, Georges Pebereau, já tinha lançado uma OPA falhada sobre a Société Générale em 1988.

A Société Générale disse na semana passada que os investimentos não autorizados em futuros sobre índices bolsistas europeus pelo operador Jérôme Kerviel deram origem a uma perda no valor de 4,9 mil milhões de euros. Este prejuízo foi o maior na história da banca.

"Aquilo que interessa ao Crédit Agricole são as operações no retalho na Europa do Leste, Rússia, Roménia e República Checa", afirmou à Bloomberg um analista do ING Financial Markets, Alain Tchibozo.

A Société segue a ganhar 4,5% na bolsa parisiense, nos 86,64 euros.

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