Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Crédito à habitação abranda pela primeira vez desde 2020

No final de agosto de 2022, o montante total de empréstimos para a casa fixou-se em 99,7 mil milhões de euros. É o primeiro abrandamento desde outubro de 2020.

Os portugueses têm um recorde de 177,1 mil milhões de euros parados nos bancos. Rendiam uma média de 0,04% em abril, o que compara com uma inflação superior a 7% nesse mês.
Rafael Marchante/Reuters
Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 27 de Setembro de 2022 às 12:00
  • Partilhar artigo
  • 4
  • ...
Os empréstimos à habitação registaram a primeira desaceleração em quase dois anos. Em agosto de 2022, o montante total de empréstimos para habitação fixou-se em 99,7 mil milhões de euros, mais 200 milhões de euros do que no final de julho, revela o relatório divulgado esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Esta evolução representa um crescimento de 4,6% em relação a agosto de 2021, sendo, no entanto, a primeira vez desde outubro de 2020 que estes empréstimos registaram um abrandamento.


No caso dos empréstimos ao consumo, estes totalizavam 20,5 mil milhões de euros, mais 200 milhões do que em julho, uma subida de 5,9% relativamente a agosto de 2021.

No caso dos créditos concedidos pelos bancos a empresas, o "stock" total foi de 76,4 mil milhões de euros, um crescimento de 1,5% relativamente ao mesmo período do ano passado, uma desaceleração face ao mês passado em que este valor foi de 1,6%.

O abrandamento foi mais expressivo "nas pequenas e médias empresas e nas empresas dos setores das indústrias transformadoras e do alojamento e restauração", refere o Banco de Portugal. Contrariamente, "os empréstimos concedidos às grandes empresas e às empresas dos setores do comércio e transportes aceleraram".

Quanto aos depósitos das famílias em Portugal, foi registado um declínio, depois de um valor recorde em julho. Em agosto, o montante parado nos bancos totalizou 181,4 mil milhões de euros, uma redução de 1,3 mil milhões face ao mês passado, mas ainda cresceram 6,8% em relação a agosto de 2021.

"A redução ocorreu principalmente nos depósitos à ordem e está em linha com a evolução habitual no mês agosto", explica a instituição.



No caso das empresas os depósitos foram de 64,8 mil milhões de euros, um aumento em 1,5 mil milhões ao valor verificado em julho e uma subida de 9,9% relativamente a agosto de 2021, "uma desaceleração pelo quinto mês consecutivo", aponta o Banco de Portugal.
Ver comentários
Saber mais Portugal Banco de Portugal economia negócios e finanças macroeconomia banco central economia (geral) serviços financeiros banca
Outras Notícias