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Crédito malparado das famílias sobe para novos máximos

As dificuldades das famílias em conseguirem pagar os seus empréstimos aos bancos continuam a aumentar. Prova disso é o aumento do crédito malparado que, em Janeiro, voltou a tocar em máximos, com todos os destinos de financiamento das famílias a tocarem igualmente em níveis nunca vistos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 12 de Março de 2013 às 12:13
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Os bancos tinham, em Janeiro, 15,43 mil milhões de euros em crédito malparado de famílias e empresas, o que corresponde a 6,46% do total dos empréstimos concedidos, de acordo com os dados provisórios divulgados pelo Banco de Portugal.

 

Em termos totais, esta não é a percentagem de malparado mais elevada, tendo em Novembro atingido os 6,60%. Mas isto deve-se às empresas, cuja percentagem de cobranças duvidosas atingiu o pico precisamente em Novembro, quando tocou nos 10,16%. Em Janeiro, esta taxa fixou-se nos 9,74%, ou 10,29 mil milhões de euros.

 

Já entre as famílias os incobráveis estão em níveis nunca vistos. No total, a banca tem em carteira 5,14 mil milhões de euros de crédito malparado das famílias, ou seja 3,85% do total dos financiamentos concedidos. Esta é a taxa mais elevada desde que há dados, referentes a Dezembro de 1997. E esta é a realidade de todos os destinos de financiamento a particulares.

 

No segmento de habitação o crédito malparado aumentou para 2,07%, no crédito ao consumo cresceu para 12,03% e nos outros fins – onde se inclui educação, saúde e empresários por conta própria – esta taxa subiu para 11,91%.

 

As “cobranças difíceis” da banca têm vindo a aumentar nos últimos anos, a reflectir vários factores. Primeiro foi a subida de juros, que se seguiu à falência do Lehman Brothers, que deixou o mercado interbancário em pânico e provocou uma subida das taxas Euribor.

 

Após este período, os juros desceram, mas a crise económica e de dívida instalaram-se na Europa, provocando aumentos do desemprego, subida de impostos e redução dos rendimentos das famílias. As empresas também sofreram perdas, devido aos cortes no consumo. Factores que justificam o aumento do incumprimento entre as famílias e as empresas.

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