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Crise hipotecária volta a penalizar mercados mundiais

As bolsas norte-americanas negoceiam novamente em terreno negativo, seguindo a tendência da Europa, onde as principais praças já estão a perder mais de 1%, e da Ásia, onde se registaram perdas superiores a 2%. O agravamento da crise do mercado hipotecário

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 15:00
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As bolsas norte-americanas negoceiam novamente em terreno negativo, seguindo a tendência da Europa, onde as principais praças já estão a perder mais de 1%, e da Ásia, onde se registaram perdas superiores a 2%. O agravamento da crise do mercado hipotecário de alto risco nos Estados Unidos ajuda a explicar a queda dos mercados mundiais.

O Dow Jones [indu] perde 0,27% para os 13.176,06 pontos e o Nasdaq [ccmp] recua 0,65% para os 2.529,79 pontos. Na sessão ontem, as bolsas norte-americanas fecharam a cair mais de 1%.

Depois da American Home Mortgage ter anunciado que não tem fundos para financiar novos empréstimos e poderá ter que vender activos e ter visto as suas acções perderam mais de 89% num só dia, a crise do mercado hipotecário de alto risco teve novos desenvolvimentos.

A Bear Stearns congelou o resgate de participações por parte dos investidores nos fundos de "hedge fund" que investem em dívida hipotecária de maior risco de incumprimento, depois de estes terem sofrido pesadas perdas. O Macquire Bank, o maior banco de investimento australiano, revelou perdas de 25% nos seus fundos de obrigações de alto risco.

E nem as declarações do secretário de Estados do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, em Xangai, conseguiram evitar a queda de Wall Street. Paulson afirmou esta manhã que a economia norte-americana vai conseguir resistir a esta situação.

As acções da Bear Stearns recuam 2,94% para os 117,66 dólares e os títulos do Macquire Bank perdem mais de 10% para os 73,70 dólares. A American Home Mortgage, que ontem chegou a cair mais de 89%, está a desvalorizar mais de 24,04% para os 1,29 dólares.

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