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Crude em queda com redução da previsão da procura para este ano

As cotações do crude estão a descer, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter diminuído a sua previsão para a procura mundial, por entre sinais de que as reservas norte-americanas são suficientes para colmatar uma possível pe

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Março de 2006 às 18:02
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As cotações do crude estão a descer, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter diminuído a sua previsão para a procura mundial, por entre sinais de que as reservas norte-americanas são suficientes para colmatar uma possível perturbação da oferta.

O West Texas Intermediate (WTI) [cl1] para entrega em Abril cedia 0,91% no mercado nova-iorquino, nos 63 dólares por barril. Em Londres, o «brent» do Mar do Norte [co1] perdia 1%, para 63,57 dólares.

A procura de petróleo deverá atingir uma média de 84,5 milhões de barris por dia este ano, anunciou a OPEP – que produz cerca de 40% do crude mundial - num relatório mensal divulgado hoje. São menos 100.000 barris diários do que as estimativas feitas há um mês. Os «stocks» de crude dos EUA aumentaram 6% nas últimas cinco semanas, para 339,9 milhões de barris, segundo um relatório publicado esta semana pelo Departamento norte-americano da Energia.

«O receio de que a procura acelere no final deste ano está a começar a desvanecer-se», disse Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research, citado pela Bloomberg. «Estamos a chegar a um ponto em que não podemos deixar de ignorar os fundamentais, e nessa altura os preços cairão abaixo do patamar dos 60 dólares», previu o mesmo responsável.

De acordo com as estimativas, os inventários norte-americanos poderão aumentar mais durante as próximas semanas, uma vez que os preços no mercado «spot» estão mais baratos do que os futuros para o crude entregue mais para o final do ano, uma diferença de preço a que os operadores chamam «contango». «Num mercado contango, começa-se a armazenar reservas», salientou Mark Routt, analista petrolífero da Energy Security Analysis, citado pela Bloomberg.

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