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Crude regista primeira descida semanal em quase dois meses

O crude valorizava pela primeira vez nas últimas cinco sessões perante preocupações de que a disputa em torno do programa nuclear do Irão possa vir a prejudicar os fornecimentos daquele que é o quarto maior produtor de petróleo do mundo. No entanto, a mat

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 28 de Abril de 2006 às 17:34
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O crude valorizava pela primeira vez nas últimas cinco sessões perante preocupações de que a disputa em torno do programa nuclear do Irão possa vir a prejudicar os fornecimentos daquele que é o quarto maior produtor de petróleo do mundo. No entanto, a matéria-prima encaminha-se para registar a primeira descida semanal em quase dois meses.

O West Texas Intermediate (WTI) [cl1], negociado em Nova Iorque, subia 0,89% para os 71,60 dólares enquanto em Londres, o «brent» [co1] apreciava 1,27% para os 71,81 dólares.

A agência nuclear das Nações Unidas disse hoje ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que o Irão está a enriquecer urânio e está a reunir esforços para determinar se o programa é para fabricar armas.

Isto levou o petróleo a inverter a tendência de queda verificada ao longo desta semana. Após a escalada de preços das últimas semanas, o petróleo desvalorizou esta semana quer em Londres quer em Nova Iorque.

A justificação da descida está relacionada com a divulgação dos números das reservas dos Estados Unidos e com as estimativas em relação à capacidade de produção das refinarias do país, numa altura em que a procura de gasolina vai começar a aumentar.

Esta semana o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou que as reservas de crude e de gasolina caíram, mas bastante menos do que o esperado pelos analistas. Já os números referentes aos «stocks» de destilados surpreenderam tendo registado um acréscimo.

Este factor pressionou os preços do petróleo e em conjunto com as expectativas do mercado em relação à capacidade de produção das refinarias norte-americanas arrastou a matéria-prima para os 70 dólares.

Petróleo deve cair na próxima semana

Para a semana o petróleo deverá estender a queda uma vez que as refinarias dos EUA aumentaram a produção de combustíveis entes do pico da procura que é normalmente no Verão.

Dos 40 analistas consultados pela Bloomberg, 20 apostam numa queda da matéria-prima para a semana. Dez prevêem que fique pouco alterado e 10 projectam uma valorização.

Na semana passada, as refinarias dos EUA operaram à capacidade máxima desde o início de Janeiro. A produção de gasolina subiu 4,6% para máximo de dois meses nos 8,5 milhões de barris diários.

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