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Crude sobe com tendência de restrições na oferta por parte da OPEP

O preço do crude manter-se-á, provavelmente, durante o corrente ano, acima dos 30 dólares (24,74 euros) por barril em Nova Iorque, de acordo com 19 analistas citados pela Bloomberg.

Gustavo Neves 26 de Março de 2004 às 17:57
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O preço do crude manter-se-á, provavelmente, durante o corrente ano, acima dos 30 dólares (24,74 euros) por barril em Nova Iorque. Segundo um documento idealizado por 19 analistas e citado pela Bloomberg, as restrições na oferta preconizadas pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), num contexto de crescimento económico mundial, irão manter o preço do bem acima daquele valor.

O contrato de entrega do crude para Maio [CL1] seguia a valorizar 0,25%, registando o valor de 35,60 dólares (29,35 euros). Pelo contrário, o «brent» [C01] desvalorizava 1,6%, apresentando um valor de 31,32 dólares (25,83 euros).

Para esta valorização no crude não terão contribuído somente as conclusões do já referido documento da Bloomberg. O facto de as estimativas de bancos como o Citigroup ou o Credit Suisse Group apontarem este ano para um aumento de 3,50 dólares (2,89 euros) por barril, comparativamente a um relatório apresentado há três meses, também estão na origem desta subida.

A OPEP ponderou o adiamento do corte na produção, uma vez que a procura de petróleo passou a apresentar uma dinâmica mais elevada que o esperado. No entanto, o objectivo da organização continua a ser o de impedir uma queda no preço do bem, segundo declarações de Ali al-Naimi, ministro do petróleo da Arábia Saudita à Bloomberg.

A política seguida pela OPEP está presente nas palavras de Doug Leggate, analista da Citigroup em Nova Iorque, proferidas à Bloomberg: «A OPEP terá de realizar cortes na produção no segundo trimestre, sob pena de o petróleo desvalorizar».

No entanto, segundo John Snow, secretário do Tesouro dos EUA em Washington, em declarações à mesma agência noticiosa, tal é um factor negativo para os EUA. «Isto funciona como uma taxa para os americanos, para os nossos consumidores. Faz abrandar o nosso crescimento económico», afirmou.

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