Bolsa CTT disparam 3% com negócio do correio "melhor que o esperado"

CTT disparam 3% com negócio do correio "melhor que o esperado"

Os analistas destacam a evolução da actividade operacional da empresa no quarto trimestre, que indicia sinais de recuperação. A volatilidade está a marcar a sessão.
Nuno Carregueiro 08 de março de 2018 às 08:38

As acções dos CTT estão a reagir de forma positiva aos resultados apresentados na quarta-feira, já que os lucros ficaram abaixo do esperado, mas ao nível operacional a companhia surpreende pela positiva, sobretudo ao nível dos volumes de correio e do EBITDA.

 

As acções até arrancaram a sessão em queda, mas rapidamente inverteram para terreno positivo, alcançando uma subida máxima de 2,98% para 3,248 euros. A volatilidade está a marcar o arranque da sessão, já que depois de terem estado a subir quase 3%, as acções já regressaram a terreno neagativo e posiitvo por várias meses.

Este desempenho surge depois de cinco sessões sempre a fechar no vermelho, com os investidores a temerem que a empresa liderada por Francisco Lacerda desse más notícias na apresentação de resultados.

 

A companhia anunciou que os lucros de 2017 desceram 56,1% para 27,3 milhões de euros, um valor que ficou abaixo do que os analistas estavam à espera.

 

Contudo, ao nível operacional os CTT apresentaram números que agradaram aos analistas. O BPI assinala que os volumes de correio entregue ficaram acima do esperado e que o EBITDA do quarto trimestre situou-se 12% acima da sua expectativa e 30% melhor que o consenso.

 

"A nossa primeira leitura é que os resultados do quarto trimestre de 2017 foram ligeiramente melhores que o esperado, nomeadamente no negócio de Correio e de Expresso & Encomendas", refere o CaixaBI, numa nota de correio intitulada: negócio do correio "melhor que o esperado".

 

O EBITDA dos CTT desceu 20,5% para 81,1 milhões de euros e as receitas aumentaram em 0,9% para 676 milhões de euros. O EBITDA ficou 1,6% acima esperado pelo CaixaBI e as receitas ficaram 3,3% acima do esperado.  

 

"Os resultados do quarto trimestre mostraram algumas dinâmicas positivas, nomeadamente no negócio de Correio, com os volumes endereçados a caírem apenas 4,5% em termos homólogos face a uma expectativa de queda de 6.0%", refere o CaixaBI.

 

Pela negativa o BPI destaca o Outlook que a empresa deixou para este ano, já que estima a manutenção do EBITDA recorrente com este indicador a ficar dependente dos volumes de correio e do desempenho dos serviços financeiros.

 

O CaixaBI assinala que apesar dos resultados acima do esperado no quarto trimestre, mantém a visão inalterada para a empresa, "com os CTT a operarem num contexto de mercado desafiante".

 

O BPI recomenda comprar CTT com um preço-alvo de 4,25 euros. O CaixaBI recomenda comprar com um preço-alvo de 4,70 euros.

 




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mais votado LittleWolf 08.03.2018

Venho apenas dar o meu ponto de vista diferente. Os CTT estao a passar uma fase dificil? Sim estão. Vão acabar por entrar em falência? Não redondo. O negocio das cartas sim vão desaparecer por completo um certo dia, mas não se esqueçam que o negocio de entrega/transporte de mercadorias vai crescer imenso. Antigamente havia medo de comprar bens pela internet, mas isso não esta presente nas geraçoes mais novas. Os CTT estão muito bem posicionados para beneficiar com o crescimento das compras online, sem referir que a Amazon em breve deve abrir o dominio .PT, o que será muito importante para esse crescimento. Quanto aos serviços financeiros vai descer pois os CTT perderam a exclusividade na venda de produtos de poupança do estado, mas por outro lado o Banco CTT com todos os defeitos que lhe queiram dar vai continuar a crescer, e enquanto banco focado em homebanking com uma boa carteira de clientes com credito a habitação, vai ser uma fonte de rendimentos estavel.

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Alentejano 09.03.2018

Logo a minha previsão é quem investiu nos CTT ao inicio e não vendeu a tempo a melhor opção que tem é que o estado volte a nacionalizar a empresa mas neste caso não faz sentido no caso dos monopólios fará! Logo vendam no próximo pico e livrem-se do lixo tóxico que são os monopólios estatais!

Alentejano 09.03.2018

acho extraordinário que ninguém leve em consideração a cultura existente nas empresas para fazer a avaliação! culturas despesistas de empurra com a barriga que o estado resolve com maus gestores que ou não tem força ou não tem coragem de fazer as alterações necessárias e meter os antigos na ordem .

Alentejano 09.03.2018

A RTP é outra à quantos anos é que não dá lucro ? A minha previsão é que 10 anos após a privatização (umas mais outras menos) essas empresas valham somente 5% do seu valor de IPO inicial! O melhor exemplo de como mudar foi a TAP ate agora e mesmo assim 20 anos no prejuízo!

Alentejano 09.03.2018

e a EDP ainda funciona sob um sistema de semi monopólio ou também já tinha dado problemas a REN é outra ! empresas com cultura de actuar em Monopólio são nocivas aos investidores e os funcionários estão mal habituados (funcionários públicos). Se se juntar a isso os compadrio de gestão dá M$rda.

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