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CTT e banca levam PSI-20 para terreno negativo

O principal índice da praça de Lisboa está a negociar em terreno negativo, pressionado pelos títulos dos CTT e banca. No resto da Europa, não se verifica uma tendência definida.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 09:19
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A bolsa nacional inverteu a tendência positiva do arranque da sessão e segue agora do lado das perdas. O PSI-20 desce 0,11% para 5.859,92 pontos, com 11 empresas em queda e sete em alta. Entre as restantes praças europeias não se verifica uma tendência definida, depois de uma abertura em alta ligeira. O Stoxx 600, o índice de referência, cede 0,05%. Milão recua 0,25% e lidera as desvalorizações no Velho Continente. O francês CAC perde 0,18% e o britânico Footsie desliza 0,16%. O espanhol IBEX 35 soma 0,05% e o germânico DAX cresce 0,02%.

A situação da Grécia continua a dominar a atenção dos investidores. Ainda esta segunda-feira, Atenas reembolsou o Banco Central Europeu nos montantes previstos, de acordo com o porta-voz da autoridade monetária. O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou também que a instituição recebeu das autoridades gregas o pagamento das dívidas em atraso e que ascendiam a cerca de dois mil milhões de euros. A banca helénica abriu portas esta segunda-feira, mas a bolsa de valores continua encerrada.

A marcar a negociação no Velho Continente, está ainda os resultados de algumas empresas. A Norsk Hydro soma 2,5% depois do lucro líquido no segundo trimestre ter superado as estimativas dos analistas. A Faurecia cresce 2,9% depois de pessoas familiarizadas com a questão terem apontado que a empresa está a explorar a hipótese de vender o seu negócio de amortecedores para automóveis.

Na bolsa nacional, os títulos dos CTT e da banca são os que mais pressionam a negociação. Os CTT perdem 1,14% para 9,505 euros.

Na banca, o BPI recua 1,37% para 1,08 euros, o BCP desce 0,37% para 8,16 cêntimos e o Banif cai 3,03% para 0,64 cêntimos. Este comportamento da banca tem lugar depois de o Santander ter reduzido as avaliações dos bancos cotados na bolsa portuguesa. Depois de rever em baixa as suas estimativas para os resultados, desceu tanto o preço-alvo doBCP como o do BPI, com o banco liderado por Fernando Ulrich a ser o mais penalizado. Mas para ambos, o banco espanhol tem uma perspectiva negativa. Vê nuvens no horizonte, antecipado que as acções retomem uma tendência de queda.

Na energia, a Galp Energia cede 0,05% para 10,905 euros depois de ontem se ter sabido que está entre as pré-qualificadas pela Sonangol para operarem 10 blocos em Angola. A petrolífera nacional, que apresenta os seus resultados do segundo trimestre na próxima segunda-feira, 27 de Julho, deverá reportar um aumento de 146,2% no resultado líquido do período compreendido entre Abril e Junho, de acordo com o CaixaBI.

A EDP desce 0,36% para 3,637 euros. Por outro lado, a EDP Renováveis soma 0,54% para 6,84 euros. A REN cresce 0,19% para 2,666 euros.

Em sentido contrário está a Nos, que cresce 1,14% para 7,55 euros. A empresa liderada por Miguel Almeida no início da sessão subia 4,25% para 7,782 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde Maio de 2008. 

A Pharol recua 1,33% para 37,1 cêntimos.

A Semapa cresce 0,83% para 12,79 euros. O Negócios escreve hoje que a gestora britânica Petrus está contra OPA de Queiroz Pereira. Para que a oferta de troca de acções da Semapa por títulos da Portucel seja bem-sucedida, a "holding" deverá rever em alta a contrapartida, acredita a Petrus. Caso não o faça, a gestora vai manter-se accionista da empresa de Pedro Queiroz Pereira.

A Portucel  soma 0,39% para 3,824 euros e a Altri desce 0,65% para 4,00 euros.

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